André Franco, Carlos Amado, Fábio Piló, Marco Gomes, Fábio Veríssimo, Jorge Faustino, António Nobre, Luciano Gonçalves, Inês Freitas e Vânia Roque são alguns dos árbitros que foram promovidos na última época. São também, a par do internacional Olegário Benquerença, membros do quadro de arbitragem da Associação de Futebol de Leiria (AFL).3272726Prestes a começar mais um curso para “homens de negro”,  a AFL gostaria de ver o “tal” quadro mais concorrido. “Temos no ativo, 112 árbitros de futebol e 51 no futsal. Não são suficientes e a variante mais problemática é o futsal”, explica Carlos Brites, presidente do Conselho de Arbitragem da AFL, justificando com o crescimento do número de equipas de futsal.

Entre as principais razões para a falta de elementos de arbitragem, Carlos Brites aponta a má imagem que comentadores e dirigentes criam ao falar da atividade. “Enquanto não se mudar esta mentalidade e se continuar a ouvir falar mal dos árbitros, de domingo a quarta-feira, vai ser difícil chamar os jovens para a atividade”, lamenta.

Mas o dirigente encontra vantagens na atividade: “Estão em contacto com a modalidade, praticam desporto duas vezes por semana – no caso dos distritais -, mais os jogos, e recebem uma compensação financeira, que pode ajudar a pagar as despesas dos estudos e não só. Um árbitro de 1ª categoria [campeonatos nacionais profissionais e camadas de formação] pode ganhar por jogo mil euros”, adianta.

Com a profissionalização do árbitros portugueses a ser cada vez mais uma realidade, Carlos Brites vê no apito “uma oportunidade de carreira”.
A AFL inicia no próximo dia 2 de novembro o curso de arbitragem de futebol e futsal, com 40 horas de formação teórica, e 100 horas de formação teórico-prática com arbitragens de jogos de futsal e futebol. As inscrições decorrem até dia 2 pelo email arbitragem.afleiria@fpf.pt. MG