A direção do Grupo Desportivo de Monte Real (GDMR) teme pela sobrevivência do clube caso as ajudas financeiras esperadas não cheguem a curto prazo.

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Várias pessoas colaboraram na limpeza do clube depois das águas baixarem (fotografia: GDMR)

Com prejuízos estimados na ordem dos 100 mil euros, a coletividade, que já tem compromissos financeiros na ordem dos 30 mil euros, admite que a recuperação do campo de jogos “está seriamente comprometida” e que o GDMR “corre sérios riscos de ter que encerrar as suas portas e entregar as chaves às entidades oficiais”.

Ilídio Lopes, presidente da direção, afasta a hipótese de recorrer a novo empréstimo bancário e define como prioridade a recuperação do relvado sintético, sistema de aquecimento e rede elétrica de modo a poder reiniciar os treinos das suas oito equipas.

Ainda assim, a direção garante envidar todos os esforços para conseguir os seus objetivos, e sublinha as ajudas já recebidas. Na terça-feira, a Câmara de Leiria aprovou um apoio financeiro de 17.500 euros e o SC Caldas doou ao clube 350 euros angariados com a realização de um jogo de futebol.

A situação do GDMR chegou entretanto à baliza da seleção nacional tendo Rui Patrício oferecido uma bola de futebol autografada que se encontra a leilão. As licitações podem ser efetuadas através do Facebook ou através do email gdmontereal@gmail.com.

Também a associação Pró-Real se associou a esta causa e organiza dia 3 de maio um jantar solidário dançante no centro paroquial de Monte Real. As inscrições já estão abertas através do telefone 963 784 443.

MR

(Notícia publicada na edição de 3 de abril de 2014)