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Sociedade

Empresários contestam venda de parque de estacionamento

A zona que há vários anos é utilizada como parque de estacionamento de viaturas na zona industrial da Batalha vai ser vendida, em hasta pública, pela Câmara da Batalha para permitir a instalação de mais uma unidade industrial.

A zona que há vários anos é utilizada como parque de estacionamento de viaturas na zona industrial da Batalha vai ser vendida, em hasta pública, pela Câmara da Batalha para permitir a instalação de mais uma unidade industrial.

Essa é uma opção que é contestada pelos responsáveis de várias empresas instaladas na zona industrial que pediram que o processo de venda fosse suspenso. É que com esta decisão, desaparece o local para estacionar, argumentam. Isso mesmo fizeram saber num abaixo-assinado que entregaram à Câmara da Batalha no dia 29 de maio. “O referido lote estava destinado aos serviços de apoio à Zona Industrial, com a revogação do Plano de Pormenor, procedeu-se à alteração do Lote 1, para terreno para construção urbana”, apontam os autores do abaixo-assinado.

Uma alteração que, adiantam, “foi realizada sem que qualquer dos empresários lá instalados, entidades que promovem o desenvolvimento do concelho e dão emprego a mais de 250 trabalhadores, fossem consultados”. Os representantes de uma dezena de empresas, signatários do documento, argumentam ainda que com esta mudança, os utilizadores da zona industrial ficam privados “de um espaço necessário que se encontra atualmente em utilização para estacionamento”.

Uma opção que, entendem, prejudica “uma utilização e exploração do parque industrial coerente e com níveis de qualidade que a mesma necessita”. Já Paulo Batista dos Santos, presidente da Câmara da Batalha, adianta não vai faltar estacionamento. “Já comunicamos à empresa confinante com o lote municipal, cuja indústria se encontra em processo de regularização de áreas, que o município está naturalmente disponível para colaborar”, adianta o autarca, assegurando que a zona industrial dispõe “de espaço e alternativas para acolher mais de meio milhar de viaturas”.

O autarca garante que o lote em causa, adquirido pelo município em 1992, “sempre foi de terreno para construção”. Contudo, no plano de pormenor para a zona, desse mesmo ano, foi-lhe atribuído “o uso de serviços”. Em 2016, vinte e quatro anos depois, o plano de pormenor foi revogado, “como forma de regularizar as inúmeras divergências nas áreas de implantação dos demais lotes e assim apoiar muitas das indústrias”.

Um dos lotes tinha uma divergência superior a 1.500 metros quadrados, assegura, referindo-se a uma empresa vizinha do parque de estacionamento. Acresce que a “falta de oferta de lotes industriais é hoje um condicionamento grave ao desenvolvimento do concelho”, explica o autarca, adiantando que esse facto será minimizado com “um investimento na ampliação da Zona Industrial da Jardoeira de 1,7 milhões de euros”, que criará 12 novos lotes.

(Notícia publicada na edição de 1 de junho de 2017 do REGIÃO DE LEIRIA)

carlos.almeida@regiaodeleiria.pt

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