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Projeto de avião inovador ganha asas na Marinha Grande

Projeto de avião inovador ganha asas na Marinha Grande

A Sociedade de Engenharia e Transformação (SETsa), do grupo Iberomoldes, é uma das empresas envolvidas no projeto, no valor de 3,217 milhões de euros, de construção de um avião versátil, com capacidade para transporte de pessoas e mercadoria, e atuação em missões de proteção civil.

O projeto “Flexcraft – Flexible Aircraft”, em desenvolvimento desde finais de 2016, com a duração prevista de três anos, recebeu fundos comunitários no valor de 1,774 milhões de euros, no âmbito do Compete 2020. A aeronave terá 13 metros de comprimento, capacidade para 10 passageiros, será mais rápida e eficiente do que um helicóptero, de fácil operacionalidade e de baixo consumo.

O consorcio apresentou uma candidatura a fundos comunitários com um valor elegível superior a três milhões de euros. Foi aprovada no âmbito do sistema de apoio à investigação e desenvolvimento tecnológico.

Além da SETsa – que lidera a fase de construção de protótipos, prevista durar 13 meses, e a gestão técnica – estão envolvidas a Almadesign, Embraer Portugal, Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial e o Instituto Superior Técnico, com o objetivo de aprofundar um dos conceitos de aeronaves inovadoras do consórcio newFACE (Utility, Box Wing e V-Trail).

Este avião (Utility), segundo o site que lhe é dedicado, deverá ter capacidade para diferentes missões civis (transporte comercial de passageiros e carga) de apoio a atividades de proteção civil (polícia, bombeiros, emergência médica) e na agricultura.

Para isso, o consórcio procura melhorar as configurações, desenvolver novos processos de produção e integrar novos materiais, de forma a criar uma solução sustentável, eficiente, flexível e adaptável ao tipo de utilização solicitada.

O projeto inclui três fases de validação: voo e operação; versatilidade e usabilidade, e materiais e processos de produção. A primeira serve para definir a configuração final da aeronave e estudar a sua dinâmica de voo. Na segunda serão consideradas a organização interna a bordo, modularidade e flexibilidade para diferentes missões (entre outros aspetos) e construído um modelo à escala real para avaliação física do conceito. Por fim, serão avaliados os processos de produção de compósitos capazes de reduzir os custos através da integração de componentes.

Carlos Ferreira
Jornalista
redacao@regiaodeleiria.pt

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