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Moldes recrutam mais de três mil trabalhadores

A indústria de moldes recrutou desde o início da década mais de três mil novos trabalhadores para as suas empresas, revelou a Associação Nacional da Indústria de Moldes (CEFAMOL) num documento em que analisa os resultados do sector em 2017, considerado o melhor ano pelo sexta vez consecutiva.

“Em seis anos, a indústria de moldes recrutou cerca de três mil novos quadros [exatamente 3.149, num total atual de 10.460], para as suas 515 empresas, maioritariamente de pequena e média dimensão, com uma distribuição geográfica centrada nas regiões da Marinha Grande e Oliveira de Azeméis”, revelou a CEFAMOL na segunda-feira, 26.

As exportações atingiram os 675 milhões de euros no ano passado, numa produção total estimada em 794 milhões, um período de “referência para a indústria de moldes”, porque “as exportações voltaram a atingir um valor recorde, tornando-se o melhor ano de sempre, em termos de produção e exportação, pela sexta vez consecutiva”.

Em relação a 2016, quando as exportações ultrapassaram, pela primeira vez, a fasquia dos 600 milhões de euros (626 milhões), o ano passado representa “um aumento de cerca de 8%”.

Em comparação com o início da década (2010), os valores das exportações significam mais do dobro dessa altura, o que, segundo a CEFAMOL, “é representativo de que Portugal tem demonstrado uma elevada capacidade de adaptação às necessidades dos clientes e à evolução dos mercados e das tecnologias”.

O nosso país é oitavo produtor do mundo e o terceiro a nível da Europa de moldes para a injeção de plástico, exportando mais de 80% da produção. Os principais destinos em 2017 foram Espanha (22%), Alemanha (21%), França (12%), República Checa (6%) e Polónia (5%), num total de 93 países.

O mercado europeu, principalmente comunitário, representou nos 10 últimos anos, em média, 80% do total de exportações (82% em 2017), mantendo-se a indústria automóvel como principal cliente (82% em 2016). A embalagem (8% da produção) é o segundo cliente, à frente de novas áreas e nichos como a eletrónica, indústria aeronáutica ou os dispositivos médicos.
O saldo positivo da balança comercial registou uma tendência de crescimento nos últimos anos, tendo passado de 248 milhões de euros, em 2010, para 445 milhões de euros no ano passado.

(Artigo publicado na edição de 1 de março de 2018)

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