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Bufo real libertado no Castelo de Leiria (fotogaleria)

Foi tudo demasiado rápido. Assim que o bufo real saiu da caixa, olhou em redor e voou até um ramo de uma das árvores existentes no adro do castelo de Leiria. Pousou cerca de 30 segundos, o suficiente para ser admirado pela dezena e meia de espectadores que assistiram à sua libertação e fotografado. Depois, voou junto à muralha e por ali terá pernoitado.

A libertação da ave, pertencente à espécie das maiores aves de rapinas noturnas portuguesas, aconteceu na passada segunda-feira, em Leiria, ao final da tarde.

O animal foi encontrado há cerca de um mês, junto ao IC2, em Leiria, por José Artur, professor e observador de aves. Na altura, o docente parou o carro e recolheu o animal, aparentemente ferido. “Achei que era um juvenil, pelas penas e também pelo cheiro a mofo e tinha uns pingos de sangue. A ideia que tenho é que ele se terá desorientado e acabou por parar ali quando saiu do ninho”, conta José Artur, que costuma passear na cidade acompanhado por um grupo de estudantes do Colégio Nossa Senhora de Fátima (Leiria), do Clube de Observação de Aves, a identificar as espécies existentes na cidade.

Manteve-o sob vigilância durante a noite e, no outro dia, entrou em contacto com o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), da GNR, que o encaminhou para o Centro de Recuperação de Animais Silvestres do Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa.

Com um porte grande, a espécie recuperou na totalidade, desconhecendo-se o motivo pelo qual estava “perdido” na estrada quando foi encontrado.

O Centro de Monsanto possibilitou que o animal fosse devolvido à natureza em Leiria, onde foi encontrado e por quem o salvou. E a escolha do castelo esteve relacionada com a existência de comida para o animal naquele local.

Por se tratar de uma ave noturna, e para facilitar a caça, o bufo real não faz barulho a voar. Pode atingir os 75 cm de comprimento em adulto e é facilmente identificável, devido aos dois penachos que tem sobre a cabeça, que fazem lembrar duas orelhas. Os olhos são cor de laranja e grandes.

Dorme usualmente em plataformas rochosas e também na parte superior de árvores, o mais perto possível dos troncos. Alimenta-se principalmente de mamíferos de pequeno e médio porte (ratos, ratazanas, lagomorfos e carnívoros) e aves de tamanho médio.

Marina Guerra
Jornalista
marina.guerra@regiaodeleiria.pt

Fotos: Marina Guerra e Naturalis Fotografia

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