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Leiria

Técnicos do Ministério da Agricultura no terreno para contabilizar prejuízos

O ministro Capoulas Santos disse hoje que os técnicos do Ministério da Agricultura estão a proceder ao levantamento dos prejuízos causados pelo furacão Leslie em Portugal, estimando que estes sejam de “alguma monta”.

Várias explorações agrícolas do Vale do Lis foram destruídas com a passagem da tempestade Leslie Foto: FF

O ministro Capoulas Santos disse hoje que os técnicos do Ministério da Agricultura estão a proceder ao levantamento dos prejuízos causados pelo furacão Leslie em Portugal, estimando que estes sejam de “alguma monta”.

“Neste momento, estamos a proceder ao levantamento dos prejuízos. Existem estragos, que vão de uma faixa de Leiria à Figueira da foz, e vão depois pelo interior do país, de alguma monta, que esperamos quantificar nos próximos dias. Os técnicos do ministério estão a trabalhar desde ontem [domingo] no terreno”, avançou no Luxemburgo, onde se encontra a participar na reunião dos ministros da Agricultura da União Europeia (UE).

Luís Capoulas Santos frisou que, de exploração para exploração, os prejuízos podem não ser iguais, mas que “de facto” há “grande destruições em infraestruturas e armazéns, sobretudo nas estufas, que são estruturas onerosas”.

“O Ministério da Agricultura dispõe de instrumentos de apoio aos agricultores, a chamada reposição do potencial produtivo. Ou seja, no caso das destruições que ocorreram nos armazéns, nas estufas, nas instalações agrícolas em geral, estamos em condições de dar um apoio como temos vindo a aplicar nos incêndios. Será de 100% a fundo perdido até aos 5.000 euros, de 85% até aos 50 mil, e 50% acima dos 50 mil até aos 800 mil euros”, sublinhou.

O ministro da Agricultura indicou ainda que o Governo está a preparar uma linha de crédito para as organizações de produtores que não são contempladas com aquele instrumento.

“Para os agricultores individuais, a medida está em vigor. Houve prejuízo sobretudo na cultura do milho naquelas zonas, mas é um sistema que está coberto pelo sistema de seguros cofinanciado pelo Estado e fundos europeus”, esclareceu.

Lusa