Assinar

Parque de campismo rural do Arrimal “renasce” no verão

Faltam condições para receber turistas e esse facto tem impedido a utilização do parque de campismo do Arrimal. Agora, há planos para o recuperar.

Faltam condições para receber turistas e esse facto tem impedido a utilização do parque de campismo do Arrimal. Embora amplamente publicitado em diversos sítios da internet, aquele parque de campismo rural, com capacidade para cerca de uma centena de pessoas, está longe de corresponder às expectativas.

“É uma situação que nos envergonha”, reconhece Jorge Vala, presidente da Câmara de Porto de Mós.

Dia 8, na reunião descentralizada do executivo municipal, que decorreu em Arrimal, Jorge Vala anunciou que Câmara e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) chegaram a acordo. Durante 20 anos, o espaço vai ficar a cargo do município. E Jorge Vala confia que no próximo verão o parque de campismo vai reabrir, depois de sofrer obras de reabilitação que serão suportadas pela autarquia.

“Atualmente, é um espaço abandonado, de que algumas pessoas têm vergonha, não é a cara das pessoas do Arrimal nem dos autarcas”, reconheceu. Para já, prevê-se que o parque abra durante meio ano, mas “se o pudermos ter aberto todo o ano será melhor”, afirmou o autarca na reunião do executivo.

Adiantou que o futuro modelo de gestão do espaço, depois de recuperado, “ainda não está definido”. Deixou, contudo, a garantia de que “seja ele qual for, será sempre partilhado com os autarcas da freguesia e com o movimento associativo”.

Admitindo que a exploração do parque venha a ser deficitária do ponto de vista financeiro, Jorge Vala sublinhou a importância daquele equipamento para o desenvolvimento turístico local. O protocolo que definirá a co-gestão do Parque de Campismo Rural do Arrimal foi aprovado por todo o executivo.

Contudo, o ICNF não escapou às críticas da oposição (PS e AJSIM) pelo facto de, consideram, ter relegado aquele equipamento ao abandono durante vários anos e, mesmo assim, impor algumas condições para viabilizar a realização do protocolo de co-gestão. 

Carlos S. Almeida
Jornalista
carlos.almeida@regiaodeleiria.pt

Apoie o REGIÃO DE LEIRIA

Se chegou até aqui é porque este é um texto que lhe interessa. Por detrás dele há uma equipa e um conjunto de recursos que custam dinheiro e que, para continuarem a existir, precisam da sua ajuda. Gostávamos de lhe explicar como.