A adesão à greve dos trabalhadores não docentes das escolas públicas ronda os 90% na região Centro, tendo levado ao encerramento de mais de duas centenas de estabelecimentos de ensino, segundo dados do sindicato do setor.

Ao meio da tarde de hoje, o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Centro fez um ponto de situação da greve, adiantando que nos distritos de Aveiro, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu estavam encerradas mais de duas centenas de Escolas do Ensino Básico e Secundário, para além de outras tantas escolas do 1º ciclo e pré-escolar.

“Em todos os concelhos destes distritos há escolas encerradas e há outras que funcionam anormalmente, por persistência dos respetivos diretores, com poucos ou quase nenhum trabalhador não docente, comprometendo as condições de funcionamento”, adiantou o sindicato em comunicado.

“É uma adesão grandiosa e bastante significativa”, disse esta manhã  António Macário, da direção do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Centro.

Às 11h30, segundo o dirigente, citado pela agência Lusa, “mais de 150 escolas” estavam fechadas nos cinco distritos abrangidos pela organização, que integra a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais.

“Não nos admiramos com esta significativa adesão. Este número poderá ainda crescer”, admitindo o sindicato que “outras escolas venham a encerrar” ao longo do dia, nos distritos de Aveiro, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu.

António Macário disse haver “um vasto conjunto de situações que levam ao descontentamento dos trabalhadores, que precisavam de dar esta resposta ao Ministério da Educação”.

Aquela federação, filiada na CGTP, convocou para hoje uma greve nacional dos trabalhadores não docentes dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas da rede pública, contestando a falta de pessoal não docente que se verifica há vários anos, entre outras reivindicações.