A captura de uma corvina, com mais de 58 quilos, em agosto em São Pedro de Moel, valeu a  Rafael Castanheira um novo recorde mundial. A homologação da marca foi anunciada ontem pela European Spearfishing Records Association.

A captura de um exemplar de Argyrosomus regius, aconteceu a 25 de agosto, na zona de São Pedro de Moel, concelho da Marinha Grande. Na altura, o jovem praticante de caça submarina, tinha já a perceção de que a dimensão do peixe que tinha capturado seria invulgar. Foi este domingo, dia 1, que os 58,530 kg foram confirmados pela associação europeia como novo recorde mundial.

Ao REGIÃO DE LEIRIA, Rafael Castanheira, jovem que reside em São Pedro de Moel, confessa ser difícil exprimir a alegria com o feito alcançado: “é algo único, difícil de expressar, mas posso dizer que apanhar uma corvina é o sonho de qualquer caçador submarino, apanhar uma e mais tarde ser homologado um recorde mundial é um sonho tornado realidade”.

 

A captura de agosto passado homologada pela associação europeia

O jovem praticante de caça submarina tinha formalizado a candidatura a recorde mundial há um par de semanas e estava na expectativa, ciente de que se trata de um processo muito rigoroso e exigente, que implica a submissão de fotos, pesagens, vídeos e relatos de testemunhas, entre outros requisitos.

Ontem, tomou conhecimento da homologação do recorde conseguido com um peixe que pesava, somente, menos oito quilo que ele. Rafael Castanheira confessa que tem guardado na memória o momento da captura, que o obrigou a abraçar-se à corvina, para se assegurar que conseguia concretizar a façanha. “Até estar fora de água, nada é certo”, refere.

A caça submarina é um hobby deste jovem que é igualmente responsável de uma empresa de sushi ao domicílio que atua na região. Apesar do recorde mundial agora conquistado, Rafael Castanheira já tem planos para novas aventuras na atividade.  “O meu próximo destino, e já estou a agendar a viagem, é Cabo Verde, para capturar atum e marlin [espadarte]”, revela. E num futuro mais longínquo, “talvez a Austrália”, adianta.

Revelando que tem recebido reações de todo o mundo ao seu novo recorde, o jovem residente em São Pedro de Moel confessa que continua focado em conseguir novas capturas de corvinas: “tenho esperança de que vai aparecer outra num futuro próximo”. Os atuns e os espadartes, explica, “podemos ir à procura, mas a corvina não. Ela é que decide quando se dá o encontro”.

Carlos S. Almeida
Jornalista
carlos.almeida@regiaodeleiria.pt