O convite tomou-o de surpresa. “Não apetece recusar” e “deveria ser recusado por falta de qualidade do convidado”, respondeu com a humildade que lhe é habitual. Prevaleceu a primeira opção. Ainda bem.

Antigo ministro da Justiça, Álvaro Laborinho Lúcio é o diretor convidado da primeira edição de 2020. O jornal que sob sua orientação se vai publicar promete ser uma viagem pelas inquietações que um mundo globalizado e tecnologicamente avançado tem vindo a gerar.

Democracia, educação, identidade, cultura, inclusão e futuro são palavras-chave da edição que, em conjunto, estamos a preparar para 2 de janeiro.

Os temas e os ângulos de abordagem têm sido pensados em conjunto, com base em sugestões que avançou, mas há rubricas que serão da responsabilidade exclusiva de Laborinho Lúcio, como o editorial, o Visto – a imagem que habitualmente preenche as páginas 4 e 5 – a pergunta e a figura da semana.

Natural da Nazaré, Laborinho Lúcio é atualmente juiz conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça. Se no campo da magistratura e no domínio político, a atividade abrandou, ela continua a ser intensa no plano cívico e na escrita. Desdobra-se em conferências e publicou em setembro passado o seu terceiro livro: “O Beco da Liberdade”.