União de Leiria treinou normalmente hoje no campo da Boa Vista, antes da reunião com o Sindicato dos Jogadores. Para o jogo de domingo, com o Marinhense na Marinha Grande não são esperados novos protestos do plantel

O Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol esteve esta manhã reunido com o plantel da União Desportiva de Leiria SAD, onde os jogadores têm  dois meses e meio de salários em atraso, e vai ativar o fundo de garantia salarial.

“Foi sobretudo para acorrer às situações mais graves. Os jogadores estão com dois meses e meio de salários em atraso, estamos nesta época natalícia, que tem um impacto maior na vida das pessoas, e a primeira coisa que vamos fazer é acionar o fundo de garantia salarial, ou seja, acorrer aos casos mais dramáticos”, explicou Joaquim Evangelista, presidente do sindicato de jogadores profissionais de futebol, à saída da reunião.

Segundo o responsável, alguns jogadores, “cerca de metade” solicitaram o fundo de garantia salarial e, a partir da próxima semana, serão realizados alguns pagamentos aos atletas.

A perspetiva da chegada de um novo investidor na SAD foi também abordada na reunião que o sindicato teve, no final do treino, no campo da Boa Vista, Leiria. “Estivemos a discutir o contexto da SAD, o novo investidor, se dá garantias ou não, eles [jogadores] têm dúvidas sobre o futuro, muitos têm possibilidade de rescindir e pensam fazê-lo. Era muito importante haver uma resposta da SAD para tranquilizar esses jogadores”, esclareceu Joaquim Evangelista.

A União de Leiria SAD tem jogo marcado para o próximo domingo, dia 22, na Marinha Grande, frente ao At. Marinhense, e o plantel pretende cumprir os compromissos assumidos.

Quem o diz é Anilton, capitão da União de Leiria SAD, que explicou que “o grupo está unido” e ficou “mais tranquilo com as explicações do sindicato”. No domingo “o jogo é para ganhar” e esta situação, assegura, “não se reflete dentro de campo”, afirmou.

Contudo, “se até dia 23 ou 24 não houver da parte da nova administração uma posição clara sobre o que vai acontecer e a regularização dos salários, a situação pode agravar-se rapidamente”, realçou o presidente do sindicato, que vai transmitir estas preocupações ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol.

“No Campeonato de Portugal começa a ser recorrente este problema, esta insegurança e esta incerteza sobre os investidores e o cumprimento das obrigações por parte dos investidores”, disse, indicando que os casos da União de Leiria, CD Fátima, Oliveirense e Cova da Piedade “são os mais conhecidos” mas “mais de uma dezena de clubes do Campeonato de Portugal está nestas circunstâncias, ou seja, não é aceitável numa competição que é cada vez mais profissional”.

Recorde-se que a equipa da União de Leiria SAD manifestou-se no último domingo, frente ao Torreense, ao não jogar o primeiro minuto do encontro.

MG