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Atletismo

António Reis: Uma dedicação ao atletismo que passou para o filho

António Sousa dos Reis é da Barreira, concelho de Leiria. Agente da Polícia de Segurança Pública, foi um dos primeiros sinaleiros da cidade, onde já dedicou mais de 40 anos ao atletismo.

António Reis começou a correr na equipa da PSP de Leiria (foto de cima à esquerda). Representou vários clubes da região e chegou a encontrar Fernando Mamede (ao centro na foto de baixo) numa prova em Açoteias, Algarve. 

António Sousa dos Reis tem 76 anos e nasceu na localidade de  Telheiro, em Barreira, concelho de Leiria. Durante 30 anos foi agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Leiria e foi um dos primeiros sinaleiros da cidade.

O desporto entrou na sua vida já em adulto. Em 1978, durante o aniversário da PSP, participou numa prova de atletismo no antigo Estádio Municipal de Leiria, conseguindo o 2º lugar nos mil metros percorridos. Recebeu a medalha que muito o alegrou e que serviu de incentivo para se dedicar afincadamente à modalidade.

Em 1980 participou nas provas como atleta individual mas no ano seguinte passou a representar o GRAP/Pousos. Correu oito épocas neste clube, onde criou boas amizades. Em 1989 mudou-se para o Clube de Atletismo da Barreira, na sua freguesia, onde permaneceu cinco anos. Porém, em 1995, a convite de Carlos Areias, presidente da ADR Barreiros (Amor) na secção de atletismo, vestiu uma época essa camisola.

Em 1996, regressou ao CA Barreira onde esteve até 2011. Devido a uma lesão deixou a prática do atletismo como federado e enveredou pela carreira de juiz de atletismo. Faz parte da comissão de juízes da Associação Distrital de Atletismo de Leiria (ADAL).

Foi ainda um dos promotores de várias provas de atletismo na Barreira e no Telheiro no período dos festejos anuais desses lugares.

Sempre fez parte da equipa de atletismo da PSP de Leiria tendo participado em várias provas nacionais, designadamente em meia maratona e corta-mato. Foi precisamente nesta disciplina que conseguiu um 1º lugar, em representação da PSP nacional, no Estádio Nacional, em Lisboa.

Participei numa meia maratona na Nazaré, em representação da PSP Leiria. Estavam lá duas peixeiras a falar e uma dela disse “já viste aquele atleta tão magrinho e de pernas tão branquinhas? Vais ver que de certeza não vai chegar ao fim’. ‘A outra respondeu” vai chegar vai. Ele depois tem é de vir para a nossa praia para se bronzear!’, comentavam. A verdade é que cheguei ao fim e, no verão seguinte, fui alguns dias para a praia da Nazaré”.

“Em Escandarão, Ourém, participei como individual numa prova de atletismo. Fui de fato de treino e ao chegar ao balneário improvisado deixei-o lá e fui fazer a prova. Quando cheguei estava lá o sítio do fato de treino. Alguém o tinha roubado. Ainda falei com os responsáveis da prova e nada feito. Tive de vir para Leiria de calção e camisola interior sobre a pele”.

Com orgulho no seu palmarés “e por ter trazido para o atletismo o filho”, António Reis, atual presidente da ADAL, o antigo praticante sente orgulho pelo seu percurso.

Lembra ainda que “desporto não é só ganhar. O principal é criar amizades que deverão ficar para sempre”, conclui António Reis.

Tuna Caranguejeiro

Artigo publicado na edição de 26 de dezembro de 2019, na rubrica “O que é feito de si”, onde, quinzenalmente, o REGIÃO DE LEIRIA dá a conhecer a história de antigos atletas e dirigentes associativos.
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