O presidente da Câmara de Leiria reuniu esta manhã com as autoridades locais Foto:CML

A partir de hoje, quinta-feira, está ativo o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Leiria que vai manter-se em vigor, pelo menos, enquanto estiver declarado o estado de emergência nacional, previsto até ao dia 2 de abril.

A decisão da Câmara de Leiria acontece na sequência das medidas já tomadas pelo Governo e autoridades nacionais e locais, e numa altura em que estão confirmados seis casos positivos à Covid-19 no concelho de Leiria e 61 estão em vigilância ativa, refere a autarquia em comunicado divulgado ao início da tarde.

O Plano de Emergência pressupõe que o Posto de Comando Municipal passe a funcionar sob coordenação do presidente da Câmara de Leiria e constituído por elementos do Serviço Municipal de Proteção Civil, dos quatro corpos de bombeiros do concelho, da PSP e da GNR, bem como da autoridade local de Saúde Pública.

Será por este Posto que será feita a identificação dos casos e das cadeias de transmissão, em estreita articulação entre a Proteção Civil e a Autoridade de Saúde Pública, com o apoio do Politécnico de Leiria.

O Plano de Emergência estabelece ainda que “as pessoas oriundas de outras zonas do país ou de um país estrangeiro devem dar conhecimento da sua chegada à Câmara de Leiria”, tal como às juntas de freguesia, e “devem manter-se em casa em isolamento profilático pelo período mínimo de 14 dias”. No caso de terem sintomas devem contactar a Linha Saúde 24 (808 24 24 24);

A estrutura municipal fica responsável ainda pela “coordenação e definição urgente” de medidas relativas à fase de emergência e reabilitação da população afetada e minimização ou contenção da propagação da epidemia.

Definirá também as “ações na fase de emergência e reabilitação em termos de garantias de funcionamento de empresas, de serviços de restauração e hotelaria, transportes e outras atividades essenciais à contenção da doença e à vivência individual e coletiva”, explica a autarquia.

O comunicado refere ainda que os serviços municipais e trabalhadores municipais “estão mobilizados, sem qualquer reserva, para todas as ações inerentes à proteção civil, da iniciativa de qualquer agente da proteção civil”, bem como todos os cidadãos, empresas e instituições, sob pena de responsabilidade criminal.