O Serviço de Urgência Geral do Hospital de Santo André, em Leiria, regressou esta semana à sua localização habitual, onde até agora funcionava em exclusivo a Urgência Covid-19.

Fica assim liberto o espaço da Consulta Externa, Medicina Física e Reabilitação e Cirurgia de Ambulatório, que foi entretanto totalmente desinfetado e higienizado por equipas especializadas da Guarda Nacional Republicana, no âmbito de um protocolo com a Proteção Civil.

Esta medida enquadra-se na retoma gradual da atividade assistencial do Centro Hospitalar de Leiria (CHL), anunciada hoje pela instituição.

O CHL adianta em comunicado que estão a ser também “repostas as equipas de enfermagem e as equipas médicas com escalas na Urgência, que regressam aos seus serviços de origem”, “restruturados os serviços de internamento”, e “libertados os gabinetes da Consulta Externa ocupados com as colheitas do Serviço de Patologia Clínica”.

As marcações de consultas presenciais serão retomadas na próxima segunda-feira, dia 4 de maio, mantendo-se o “agendamento das consultas subsequentes sem a presença do doente, por telefone, nas situações em que esta opção seja possível”.

A CHL adianta ainda que as consultas serão realizadas de forma descentralizada, nos hospitais de Leiria, Pombal e Alcobaça, e que serão remarcados os exames de diagnóstico e terapêutica desmarcados por causa da COVID-19.

Por motivos de segurança, só será permitida a entrada dos utentes 30 minutos antes dos exames e consultas, sem presença de acompanhantes (salvo em situações excecionais). Nas salas de espera, serão assinaladas as cadeiras em que os utentes se poderão sentar de modo a garantir o distanciamento social.

As cirurgias convencionais e de ambulatório no bloco operatório central e no bloco operatório da Cirurgia de Ambulatório do Hospital de Santo André vão ser também retomadas na próxima semana, assim como no Hospital de Alcobaça Bernardino Lopes de Oliveira, o que permitirá “aumentar em duas vezes e meia a capacidade instalada antes da pandemia da Covid-19”.

Ainda segundo a instituição, o plano de retoma será avaliado ao fim de 15 dias de forma a definir a abordagem a adotar no mês de junho.

“Esta será uma fase de retoma gradual, em que é necessário, acima de tudo, garantir a segurança de utentes e profissionais, já que a pandemia se mantém, e o risco de infeção é muito real e elevado”, frisa Licínio de Carvalho, presidente do Conselho de Administração do CHL, citado na mesma nota de impresa.

Para garantir o cumprimento de todas as normas, o CHL procedeu neste período à aquisição de dois equipamentos de raio-x portáteis, de um novo ecógrafo e de equipamento informático para equipar as áreas Covid, à adaptação do serviço de urgência com separação de circuitos de doentes Covid e não Covid; à criação de uma central de colheitas e à construção de dois quartos de pressão negativa, num investimento que o responsável estima em 450 mil euros.