A Câmara de Leiria quer evitar a proliferação pombos nas áreas urbanas, através de um programa constituído por ações de controlo das populações, de informação e sensibilização dos munícipes.

A convivência nas áreas urbanas “pode tornar-se problemática quando as populações de pombos se reproduzem descontroladamente, transformando-se numa praga com consequências nefastas para a saúde pública, ambiente e património”, explica o município.

Para ajudar a controlar a reprodução dos pombos, pede aos munícipes que tomem medidas de prevenção, “protegendo assim as suas habitações, a saúde pública e o ambiente”.

A limpeza regular de algerozes, calhas, terraços, varandas e forros de telhado; não alimentar os pombos e desincentivar quem o faz; colocar redes para vedar o acesso a locais de poiso e nidificação, e colocar hastes, espículas ou fios de nylon (ou de pesca) em beirais, terraços e outras superfícies de poiso”, são medidas apontadas.

O município aconselha ainda a aplicação de pastas ou géis repelentes nos parapeitos ou outras superfícies dos edifícios, utilização de figuras de aves predadoras dos pombos, ou objetos de cor brilhante ou refletores de luz, e que seja dado conhecimento aos serviços municipais de edifícios abandonados ou zonas onde existam comunidades de pombos.

O aumento das populações de pombos nas áreas urbanas deve-se, sobretudo, a três fatores: deposição de alimento e água na via pública; existência de abrigos e locais propícios à nidificação e a inexistência de predadores naturais nas áreas urbanas.

“Estes fatores reunidos levam a que os pombos, em vez de terem duas a três ninhadas por ano (o habitual em habitat natural), passem a ter, nas áreas urbanas, quatro a cinco ninhadas”, explica o município.

Os pombos podem transmitir doenças e parasitas, como tuberculose, criptococose, salmonelose, dermatites, gastroenterites, toxoplasmose, carraças ou pulgas.

Além disso, aumenta a sujidade provocada pelos dejetos e penas nos espaços públicos e habitações, a degradação do património devido à acidez da fezes que corroem estruturas, o entupimento de calhas algerozes e a degradação de monumentos e habitações.