O estado de degradação em que se encontra o único terminal Multibanco da Praia do Pedrógão, concelho de Leiria, tem motivado um coro de queixas por parte dos utilizadores.

A falta de teclas e o mau estado do equipamento tem impedido a maioria das operações, um problema recorrente segundo a população e os veraneantes.

“Esta situação já é antiga mas todos os anos piora, porque o terminal é sempre o mesmo. É muito triste não darem condições mínimas a quem vem passar uns dias e a quem lá vive todos os dias”, denuncia Carla Mendes ao REGIÃO DE LEIRIA, lamentando as preocupações em “colocar câmaras para ver se a praia está muito ou pouco cheia”, ficando este problema por resolver.

Ventura Tomaz, presidente da Junta de Freguesia do Coimbrão, subscreve estas preocupações, lamentando a falta de resposta por parte da Caixa Geral de Depósito, instituição bancária responsável.

“A banca não está a responder às nossas solicitações. Já nos avisaram, de forma não oficial, para pensarmos noutra solução, porque a máquina já não era para estar ali este ano”, adianta. “Remetem-nos para a empresa que faz a carga do terminal e tem contrato com a SIBS e andamos há décadas neste dilema”, refere o autarca, que voltou a pedir a intervenção do banco na passada semana.

Ao REGIÃO DE LEIRIA, Ventura Tomaz explica que a Junta já procedeu à colocação de uma grade no edifício do Turismo onde está instalada a caixa automática depois de duas tentativas de assalto, e suporta o custo do alarme do equipamento.  

O autarca teme agora a retirada do terminal, não obstante a sua importância para a população local, que ronda os 400 residentes, estimando-se a população flutuante em cerca de 4.000 pessoas no verão.

“O nosso espaço de reivindicação está um pouco condicionado”, admite o autarca, frisando já ter pedido o apoio da Câmara Municipal no sentido de intervir junto da instituição.

Ventura Tomaz afirma ainda a disponibilidade da Junta para colaborar numa solução que possa implicar a colocação do terminal numa zona fechada de acesso controlado. “Poderia passar por fazer obras no edifício, com aprovação da Câmara, desde que a intervenção não esteja acima das nossas capacidades orçamentais”, admite o autarca.

Em contrapartida, e caso seja retirado o equipamento, Ventura Tomaz não afasta a hipótese de a Junta reformular a sua posição junto do banco, onde tem a sua conta institucional.