O incêndio em Porto de Mós, que desde a madrugada lavra no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, tem origem em “mão criminosa”, considera Jorge Vala, presidente da Câmara de Porto de Mós.

Esta madrugada, cerca das 2h45, deflagrou um incêndio na zona de Marinha da Mendiga, concelho de Porto de Mós e permanece por controlar. Na reunião do executivo municipal, que decorre esta tarde, Jorge Vala adiantou haver fortes indícios de que o fogo teve origem criminosa.

Fogo ainda mobiliza duas centenas de bombeiros de corporações de vários concelhos Foto: BVMG

“O incêndio teve a sua origem em mão criminosa, não temos dúvidas disso”, referiu, adiantando que a Polícia Judiciária está no terreno: “as autoridades estão a investigar”.

O fogo, explicou, surgiu em circunstâncias que alimentam essa suspeita: “humidade atmosférica elevada, em dois sítios diferentes, de madrugada: temos poucas dúvidas de que teve mão criminosa”.

Cerca das 15 horas, o autarca adiantou ter recebido a indicação no terreno de operações que apontava para o enfraquecimento de uma das frentes do fogo, adiantando que uma outra permanecia descontrolada, dirigindo-se para norte, situação que o deixava “muito preocupado”.

De acordo com os dados divulgados pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, no combate às chamas, que persistem por controlar, continuam empenhados 207 homens, apoiados por 61 veículos e dois meios aéreos.