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Volta a Itália começa sábado e João Almeida vai “lutar todos os dias”

A edição 2021 da Volta a Itália em bicicleta arranca sábado com um contrarrelógio em Turim, terminando em 30 de maio com novo contrarrelógio em Milão.

Um ciclista com equipamento rosa pedala numa estrada, com um carro de apoio atrás. A imagem mostra um momento de uma prova de ciclismo.

O ciclista João Almeida (Deceuninck-QuickStep), que saltou para a ribalta em 2020, depois da excelente prestação na Volta a Itália, em bicicleta, promete “lutar todos os dias” na prova que arranca no sábado, dia 8.

“Da minha parte, podem esperar foco total, dar o meu melhor, e lutar todos os dias como sempre. Esperemos que corra bem”, declarou o atleta de 22 anos, cuja estreia surpreendente na edição transata suscitou curiosidade.

O jovem ciclista de A-dos-Francos, no concelho de Caldas da Rainha, foi quarto classificado e líder durante 15 dias no Giro d’Itália em 2020.

Este ano, regressa como líder da Deceuninck-QuickStep, algo reiterado por toda a equipa, mas ao lado do belga Remco Evenepoel, um ‘prodígio’ do ciclismo que havia ganho tudo a caminho do Giro de 2020, muitas vezes em cooperação com o português.

“A cooperação será muito boa. O ano passado estivemos juntos na Volta ao Algarve e na Volta a Burgos [que Evenepoel ganhou e Almeida acabou no ‘top 10’], treinamos juntos, estamos na mesma página. A colaboração será boa, como sempre”, garantiu João Almeida, sentado ao lado do colega.

De resto, a empatia dos dois parece ir mais longe, seja em treinos, momentos mais descontraídos ou na simples companhia um do outro. “Bota lume”, declarou o belga, numa referência a um mote associado ao corredor de A-dos-Francos (Caldas da Rainha), em conferência de imprensa.

O ‘peso’ do que aconteceu em 2020 sente-se mais porque os rivais “olham mais”, já não é “mais desconhecido como dantes”, mas as boas memórias sobrepõem-se.

“Tenho bons sentimentos quando penso no ano passado. Foi uma experiência incrível, que muitos não vivem numa vida inteira. O que vivi o ano passado foi incrível e vai marcar-me para sempre. Como pessoa, também”, atirou.

É o melhor português de sempre a participar na ‘corsa rosa’ mas não quer ficar-se por 2020, até porque a experiência acumulada, como a importância “de gerir a energia” e o quão “determinante será o último ‘crono’”, do dobro da extensão do da edição transata, dá confiança.

Ela será precisa, numa edição que vê como sendo dura e na qual, como noutros anos, “a última semana faz toda a diferença”, perante “um pelotão que este ano é muito forte”.

A 104.ª edição da Volta a Itália em bicicleta arranca no sábado com um contrarrelógio em Turim, terminando em 30 de maio com novo ‘crono’, desta feita em Milão.

Participam na prova três portugueses: João Almeida, Ruben Guerreiro (Education First-Nippo), vencedor da montanha e de uma etapa no ano passado, e Nelson Oliveira (Movistar).

Com Lusa