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E-book da Rede Cultura 2027 revela a “importância em financiar a investigação”

O e-book lançado ontem, em Peniche, pela Rede Cultura 2027 juntou nove trabalhos que ressalvam o papel da investigação e do ensino superior.

O primeiro livro digital da Rede Cultura 2027 foi lançado ontem, 24 de junho, no Museu da Renda de Bilros de Peniche, e nas palavras de Paulo Lameiro, diretor executivo da rede, a iniciativa foi “fundamental para iniciar um trabalho mais contínuo, articulado e financiado com a ousadia de [sermos] sustentáveis”.

As atas do Colóquio “Património Cultural Europeu na Rede Cultura 2027” reunidas no e-book com os estudos de nove jovens investigadores revelam, segundo o diretor executivo, a “importância em financiar a investigação e colocá-la ao uso da comunidade”, ressalvando, também, o papel do ensino superior.

Arqueologia, turismo, história e história da arte foram algum dos temas abordados pelos autores envolvidos no projeto, nascido no âmbito do colóquio realizado em outubro passado.

Um computador portátil mostra uma transmissão em direto de um colóquio sobre património cultural europeu. No ecrã, três participantes estão sentados junto de peças de vestuário e adornos expostos; dois usam máscara.
O lançamento do e-book decorreu no Museu da Renda de Bilros de Peniche, com transmissão online

Entre as investigações agora reunidas, está o trabalho de Bernardo Garcia (mestrando em História e investigador) sobre “A Cultura e a Arte no Património Religioso de Peniche”:

“Decidi falar sobre este tema, porque são dois elementos que não se separam. A arte é sempre reflexo da cultura”, contou o autor, dando como exemplo a arte barroca, “que é espelho da época e se reflete na cultura”. Para a escolha pelo património religioso em Peniche, falaram mais alto as raízes de Bernardo Garcia, assumiu.

Por outro lado, Sara Garcês abordou a arte pré-histórica, um assunto, na opinião da investigadora, “pouco conhecido”, embora “tenha ocupado grande parte da [nossa] existência em termos temporais”.

A jovem investigadora apresentou o tipo de arte realizada há sete mil anos, as características da mesma e os locais do território da Rede Cultura 2027 onde é possível encontrá-la.

Também o “Turismo a Oeste” é destaque nas páginas do livro digital, através do contributo de Tiago Matias, que escreveu acerca do património natural das praias da Nazaré e de São Martinho do Porto.

As várias comunicações tocaram em pontos importantes da candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura 2027, como é o caso do património natural, que “não pode ser esquecido e tem de ser preservado ao máximo, estando muito vivo na rede”, disse Francisco Teles Gama, coordenador do colóquio.

Paulo Lameiro aproveitou o evento para sublinhar a importância da candidatura leiriense, que “além de ter património, quer habitar nele e possui sonhos maiores”.

O e-book está disponível para consulta e download no site da Rede Cultura 2027.

A imagem mostra a capa de «O Património Cultural Europeu na Rede Cultura 2027», em formato impresso e digital, sobre um fundo roxo. A capa indica Francisco Teles da Gama na coordenação e Saúl António Gomes no prefácio.


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