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Saúde

Ordem dos Médicos do Centro condena fecho temporário das urgências do Hospital de Leiria

Presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos considera que a situação é “gravíssima”, acusando o Ministério da Saúde de “gestão negligente”.

A Ordem dos Médicos do Centro condenou o encerramento das urgências do Hospital Distrital de Leiria, a partir das 22:00 de ontem, por falta de médicos, considerando que situação é grave e resulta da “gestão negligente” do Governo.

Num comunicado divulgado ontem, 12 de outubro, o Centro Hospitalar de Leiria (CHL) informou que a partir das 22 horas desse mesmo dia o acesso ao Serviço de Urgência Geral do Hospital de Santo André ficaria limitado, “com o possível reencaminhamento de alguns doentes para as Urgências do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra”.

A limitação verificar-se-ia até às 8 horas de hoje, quarta-feira.

Na sequência desta decisão, a Ordem dos Médicos do Centro considerou, também na noite de ontem, em comunicado, que o encerramento do serviço do Hospital de Santo André (Hospital Distrital de Leiria) “é insustentável”.

Para o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), Carlos Cortes, citado na nota, “tal situação gravíssima resulta de uma gestão negligente por parte do Ministério da Saúde que pode redundar em consequências graves para a população”.

“Esta situação é inédita para um hospital desta importância e configura o que está a acontecer em todo o Serviço Nacional de Saúde, uma rutura muito preocupante da sua capacidade de resposta”, sublinha Carlos Cortes.

O responsável adiantou ainda que a direção clínica do hospital de Leiria deu conta que “neste momento estão 140 doentes dentro da urgência” e que o hospital “não tem capacidade para assumir mais doentes”.

“Recorde-se que, dada a gravidade da situação que tem ocorrido no Hospital de Leiria, a SRCOM apelou recentemente à intervenção direta da Ministra da Saúde que, até ao momento, não deu qualquer resposta concreta para resolver este problema, configurando um ato de profunda negligência e irresponsabilidade para a população do distrito de Leiria”, lamentou.

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