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Casa de guarda do Ponto da Crastinha em fase final de recuperação

Antiga habitação do Pinhal de Leiria está a ser reconstruída para apoiar vigilantes e integrar rede de observação, monitorização e controlo de aves.

Reconstrução completa da casa está prometida para maio

Uma das casas de guarda do Pinhal de Leiria, também conhecido como Pinhal do Rei, está a ser recuperada pelo Estado e fica pronta até ao final de maio. A antiga habitação vai servir de apoio aos vigilantes do Ponto de Vigia da Crastinha – construído nos finais do século XIX, segundo o investigador José Manuel Gonçalves – e integrará uma rede de observação de aves, avançou ao REGIÃO DE LEIRIA o secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território.

Na visita que o Governo fez à mata nacional no dia 18 de março, João Paulo Catarino explicou que a habitação será preparada para “abrigar quem estiver no posto de vigia” quando se verificarem situações meteorológicas adversas. Por outro lado, dada a proximidade da costa, entre São Pedro de Moel e Praia da Vieira de Leiria, o Ponto da Crastinha servirá como observação das rotas migratórias de aves.

“Nas Estações de Esforço Constante fazemos periodicamente a anilhagem, monitorização e contagem de aves. Nas épocas de migrações, vamos integrar este ponto nessa rede de observação”, avançou o secretário de Estado. João Paulo Catarino acrescentou que esta é a única casa de guarda com recuperação prevista. “Era prioritária para dar apoio ao posto de vigia”, sublinhou.

“Temos algumas outras casas [na Mata Nacional de Leiria] que integrámos no Fundo Revive Natureza e quanto a outras, há vários estímulos [à recuperação] que estamos a avaliar”. Até maio, a casa da Crastinha ficará concluída, porque “nessa altura entra em funções o posto de vigia”.

Na visita que o secretário de Estado fez à mata, e que integrou também o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, o presidente do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) disse que, até 2025, está garantido o investimento de “10 a 12 milhões de euros” na recuperação do pinhal do incêndio de 2017.

Nuno Banza prometeu ainda que “todas as árvores que forem plantadas e não vingarem, serão substituídas por outras”. E garantiu “o acompanhamento [necessário] até chegarmos daqui a 70 ou 80 anos e voltarmos a ter um pinhal de Leiria mais resiliente, com ainda melhores condições para fazer face às ameaças e que reporá aquilo que é a memória de muitos”.