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Mercado

Empresas da batalha querem exportar para América do Sul com apoio da autarquia

Seis empresas do concelho da Batalha querem que município as ajude a garantir exportações para o continente sul-americano, na sequência do “memorando” assinado entre a autarquia e a Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da América do Sul.

Seis empresas do concelho da Batalha querem que município as ajude a garantir exportações para o continente sul-americano, na sequência do “memorando” assinado entre a autarquia e a Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da América do Sul.

O acordo assinado no dia 15 de Julho pretende fomentar uma rede de contactos e oportunidades entre empresas da Batalha e entidades e empresário dos países do Mercosul, como Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela, informou o presidente da autarquia, António Lucas.

Derone (confeções), Simplastic (transformação de matérias plásticas), Fogão Sol (produção de caldeiras, colectores solares planos e cilindros para águas sanitárias) e o Hotel Villa Batalha são quatro das empresas que já abordaram a autarquia.

“Desde o ano passado que decidimos avançar para a internacionalização. Queremos exportar cada vez mais os nossos serviços”, disse à agência Lusa o director-geral do Hotel Villa Batalha.

Nuno Rasteiro explicou que “é fundamental agarrar todas as oportunidades”, sublinhando que o principal alvo, no caso do hotel, “é o Brasil, um mercado emergente”.

Para este responsável, o facto de falarem a mesma língua, de procurarem “um produto como Fátima, que fica aqui mesmo ao lado” e “o interesse cultural e patrimonial que manifestam nas suas visitas, coloca os brasileiros na rota da Batalha, por causa do mosteiro” e, deseja, do hotel que está a gerir.

O presidente da Câmara da Batalha realçou que foram contactados por cinco empresas só nos primeiros oito dias após a celebração do acordo.

“Entrámos agora num período de férias, mas estou convicto de que, entretanto, é possível engrossar o número de empresas”, acrescentou.

Segundo António Lucas, este “é, sem dúvida, um sinal positivo”, uma vez que resulta “de uma primeira divulgação realizada junto das empresas exportadoras da Batalha”, tanto mais que no concelho “não existem assim tantas, apenas algumas dezenas”.

A existir “um aval, uma recomendação” quer da Câmara da Batalha, quer da Federação das Câmaras de Comércio da América do Sul, “ganha-se tempo e queimam-se etapas”, sublinha o autarca.

O presidente da Câmara da Batalha defendeu que a criação de “uma linha directa com as empresas dos países do Mercosul que estejam interessadas em produtos da Batalha” assume-se como “mais um contributo importante para o desenvolvimento do concelho” em tempo de crise.

LUSA