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Mercado

Henrique Neto defende transporte de mercadorias mas sem alta velocidade

O empresário Henrique Neto defendeu quinta-feira que o transporte de mercadorias deve ser prioritário em relação ao de passageiros, mas não necessita de ser feito em alta velocidade.

O empresário Henrique Neto defendeu quinta-feira que o transporte de mercadorias deve ser prioritário em relação ao de passageiros, mas não necessita de ser feito em alta velocidade.

Henrique Neto

Sobre o TGV, “o Governo atual, e bem, defendeu que as mercadorias deveriam ter prioridade em relação aos passageiros (…), mas as mercadorias não precisam da alta velocidade”, sublinhou Henrique Neto, em Leiria, durante a apresentação do seu livro “Uma Estratégia para Portugal”.

O empresário e ex-deputado do PS explicou que “o comboio de alta velocidade custa muito dinheiro e que isso vai fazer com que o transporte custe muito dinheiro”, com consequências negativas para a competitividade da economia portuguesa, durante o mês de agosto, .

O autor do livro, apresentado hoje pelo ex-ministro das Finanças, Luís Campos e Cunha, acusou o Governo de Passos Coelho de não ter uma estratégia para Portugal e defendeu uma vocação euro-atlântica para o País.

“Não temos que nos resumir à nossa dimensão europeia. Devemos afirmarmo-nos como país europeu, mas apostar naquilo que também nos distingue da Europa. Do Atlântico vai-se para o mundo, como dizia Fernando Pessoa”, citou o empresário, criticando a marginalização do mercado norte-americano.

O ex-deputado elogiou ainda “a economia diversificada e os empresários empreendedores da região de Leiria”, que ilustram parte da sua estratégia, em contraponto com “Coimbra, cujas instituições vivem do Estado”.

Na apresentação do livro, Campos e Cunha disse partilhar “integralmente a visão de Henrique Neto: por trás da crise económica temos uma crise política” e que é necessária mais transparência nos partidos.

“Não é um discurso contra a democracia, mas em defesa da democracia, já que os partidos e a liberdade de expressão são os seus pilares”, vincou o ex-ministro das Finanças.

Campos e Cunha insistiu no elogio das “teses” de Henrique Neto, sublinhando a ideia de que “temos que nos especializar naquilo que já somos exigentes em Portugal para ter sucesso na internacionalização”.

Lusa