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Este supermercado é gerido por votação e os clientes também são donos

Este supermercado é gerido por votação e os clientes também são donos

Aqui não há descontos loucos, nem sofisticadas técnicas de marketing que inflamem o consumo. Privilegiam-se os produtos portugueses e as margens de lucro são as estritamente necessárias para garantir o funcionamento da empresa. Mais: neste supermercado, os clientes são também donos.

Vítor Santos (presidente) e Marlene Moiteiro (vogal) da direção da Cooppovo, sublinham que se privilegia a venda de produtos de origem nacional (fotografia: Joaquim Dâmaso)

Para poder consumir neste supermercado e lojas adjacentes, só mesmo sendo “dono” da Cooppovo – Cooperativa de Consumo do Povo
da Marinha Grande, a única cooperativa de consumo do distrito de Leiria. Acresce que os dirigentes não são remunerados e as decisões são tomadas de acordo com a vontade da maioria da direção, depois de uma votação.

“Já fui várias vezes vencido e nunca usei o meu voto de qualidade, mas depois têm de me provar que estava errado”, revela Vítor
Santos, presidente da direção da Cooppovo.

Sem apostar no lucro, mas concentrada numa exigente negociação dos preços, esta cooperativa “é competitiva”, assegura o dirigente, ex-sindicalista que durante quatro décadas trabalhou para uma empresa do patrão do comércio a retalho, Belmiro de Azevedo.

Uma experiência que marca a forma como pretende dirigir a cooperativa, sobretudo procurando não seguir o exemplo com que conviveu, confessa.

Vítor Santos e a sua equipa, chegaram à direção da Cooppovo há pouco mais de um ano. Uma das prioridades foi reunir com os sindicatos, efetuar as promoções devidas aos funcionários, e avançar com os aumentos salariais possíveis, visando melhorar a situação sobretudo daqueles que eram pior remunerados.

Entre os 55 funcionários, o salário mais baixo é de 500 euros, explica. A motivação, acompanhada de responsabilização, são princípios que a equipa diretiva decidiu privilegiar.

E parece estar a resultar: as vendas estão a crescer, adianta a direção.

Leia a notícia na íntegra na página 9 da edição de 1 de junho.

2 Comentários

  1. joão manuel

    com este exemplo não é preciso inventar nada é só copiar e abrir lojas em todo o país pessouas preparadas há em todo lado aproveitar as que as grandes supreficies poem na rua todos os dias construir uma rede logistica cooperativa para que as mercadorias cheguem as lojas todas as manhãs simples e da emprego a muita gente

    Responder
  2. Mário Monteiro

    Também fui sócio de uma Coop em Almada " Força do Povo ".
    Têem tudo para singrar nesta selva.
    Agora só tenho pena, que tenham tomado partido, pelo Pseudo novo acordo ortográfico. Fica-vos mal, pois não está em vigor e possivelmente nunca o virá a estar.
    Saudações Coops.

    Responder

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