Assinar Edições Digitais
Sociedade

Governo admite que falhou na construção da autoestrada A19

O Governo admite o fracasso na projeto da autoestrada A19, considerando que “não contribuiu para a diminuição do tráfego no IC2″, pelo que não minimizou os impactos sobre o Mosteiro da Batalha.

“A construção da A19 não contribuiu para a diminuição do tráfego no IC2, pelo que não minimizou os impactos ambientais sobre o imóvel, como havia sido expectável”.

O Governo admite assim o fracasso na projeto da autoestrada A19, em resposta às questões levantadas por Paulo Batista. O deputado do PSD questionou, o secretário de Estado da Cultura acerca da poluição ambiental a que o Mosteiro da Batalha está sujeito, resultante do excesso de tráfego próximo do monumento e ainda acerca de quais as medidas a tomar para reduzir este impacto, tendo em conta que a construção da A19 não resolveu o problema, como estava inicialmente previsto.

De modo a minimizar a inexistência de resultados provenientes da construção da A19, o secretário de Estado da Cultura refere que o IGESPAR elaborou um plano para o arranjo da envolvente do Mosteiro da Batalha, cuja primeira fase já foi entregue à Câmara Municipal.

A segunda fase prevê a criação de uma cortina vegetal, adjacente ao portal principal, de modo a minimizar os efeitos ambientais nocivos da intensa circulação rodoviária no IC2, nas proximidades do imóvel.

Paulo Batista confessa que ficou satisfeito: “Mostra que estão sensíveis ao tema”. A resposta do Governo veio confirmar o que o deputado já defendia: “A construção da A19 não diminui o trânsito no IC2”.

Quanto à solução apresentada pelo secretário de Estado da Cultura, “apesar de tirar a visibilidade do turista ao Mosteiro, é uma forma de minimizar os danos”.

O deputado fica a aguardar pela “segunda parte” da resposta, visto que em relação a uma eventual redução das portagens da autoestrada A19, não cabe à secretaria de Estado da Cultura pronunciar-se.

De qualquer forma, Paulo Batista vai continuar a “manter alguma pressão alta sobre o tema para que o Governo possa concretizar os compromissos que está a assumir”.

(Notícia publicada na edição de 6 de julho de 2012)