Assinar
Desporto

Balizas do Sporting nas mãos de leirienses

Primeiro foi Rui Patrício, depois Mika e agora Mickaël Meira. Será que D. Dinis, se algum dia jogou à bola, também foi guarda-redes?

Primeiro foi Rui Patrício, depois Mika e agora Mickaël Meira. Será que D. Dinis, se algum dia jogou à bola, também foi guarda-redes? Julgo que ninguém conseguirá responder com total certeza a este facto, mas é cada vez mais uma realidade que a região está a formar bons atletas para os grandes clubes. Em especial para a baliza.

Rui Patrício e Mickaël Meira (Fotos: Jornal do Sporting)

O caso mais mediático é Rui Patrício. Conhecido por “Marrazes”, onde começou a jogar, está há 14 épocas no Sporting, seis das quais na equipa principal. E é ainda titular na seleção nacional.

Com menos experiência, mas já com jogos como titulares, Mickaël Meira começa a dar cartas na baliza dos juniores do Sporting.

Há quatro épocas de leão ao peito, o guarda-redes nasceu em Ajaccio, França, mas foi a Caranguejeira, no concelho de Leiria, que o viu crescer. Representou o Grupo Recreativo Amigos da Paz (GRAP/Pousos) três anos, despertou a atenção dos dirigentes benfiquistas em 2006/2007, e o Fátima.

“Quando começou, era defesa. Depois os treinadores perceberam que tinha jeito para a baliza e começou a mostrar pormenores”, conta Joaquim Sousa, ex-presidente do GRAP. “Saiu para o Benfica a troco de 30 bolas e alguns coletes”, lembra o dirigente que continua a acompanhar o percurso do jovem craque.

Hermínio Nunes trabalhou com Mickaël nos iniciados do GRAP. “Via-se que tinha vontade, era espigadote, persistente e o sonho de ser guarda-redes”, diz, satisfeito por ter ajudado o jovem a triunfar e conhecer o paradeiro dele.

Ao REGIÃO DE LEIRIA, Hermínio Nunes conta um episódio quando Mickaël Meira regressou de um treino no Benfica: “‘Eu agora não posso treinar aqui [pelado do GRAP]. Agora sou um guarda-redes de relvados’ disse”.

Para o treinador de guarda-redes no Atlético Clube Marinhense, “não há segredos” em Leiria para formar “os defensores das redes” e “todos os jogadores são bons, desde que bem enquadrados”. Lamenta que Rui Patrício “tenha sido atirado às feras tão novo” e que não o deixassem crescer mais desportivamente. Reconhece contudo que é um excelente jogador.

Quem também tem assegurada a titularidade é Mika, vice-campe­ão do mundo de sub-20 e guarda-redes da equipa B do Benfica. O matamourisquense formou-se no Sp. de Pombal, passou pela União de Leiria, nos escalões de formação e na equipa principal, e aos 21 anos é ele quem guarda as redes da baliza da equipa que atua na II Liga.

Quem sabe se, em breve, algum jogador não agarra as redes do FC Porto?

Marina Guerra
marina.guerra@regiaodeleiria.pt 

Apoie o REGIÃO DE LEIRIA

Se chegou até aqui é porque este é um texto que lhe interessa. Por detrás dele há uma equipa e um conjunto de recursos que custam dinheiro e que, para continuarem a existir, precisam da sua ajuda. Gostávamos de lhe explicar como.