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Mercado

Calx é a ideia de Porto de Mós para renovar a calçada à portuguesa

Projeto nascido em Porto de Mós propõe placas prontas a instalar, mais baratas e fáceis de aplicar. Um produto para todo o mundo que chega agora ao mercado.

A extração de pedra nas Serras de Aire e Candeeiros remonta ao tempo da ocupação romana e é o vocábulo latino “calx”, calcário, que dá hoje o nome a uma nova marca de calçada à portuguesa pronta a instalar, um projeto inovador atualmente a chegar ao mercado.

José Eduardo Alves e Nídia Alves, pai e filha, os rostos do projeto Calx (fotografia: Joaquim Dâmaso)

Nestas placas de pavimento para interiores, os saltos altos não ficam presos. E é impossível arrancar pedra para arremessar à polícia ou qualquer outro alvo. A ideia está a ser desenvolvida por José Eduardo Alves e Nídia Alves, ligados à cerâmica Val do Sol, em Moitalina, Porto de Mós.

Nasceu da imaginação do pai, durante uma viagem de negócios, em conversa com um cliente americano que desejava calçada à portuguesa na sua casa dos Estados Unidos. E floresceu com a ajuda da filha, 26 anos, formada em arquitetura.

No ano passado, o projeto Calx chegou a finalista do Prémio Nacional de Indústrias Criativas. Este ano, concretiza as primeiras vendas, em Portugal e no estrangeiro.

A inovação reside no processo industrial, com pedido de patente a decorrer, que cria um modelo standard em placa e replica o método dos artesãos.

Uma das mais-valias é ambiental: a mesma quantidade de pedra – vidraça em vários tons – chega para o dobro da área. Logo, o preço cai para cerca de metade por metro quadrado.

O transporte mais fácil e barato, e o facto de dispensar acabamento e mão-de-obra especializada na instalação, vocacionam este produto para clientes no exterior. De Portugal para o mundo, pode “ativar um sector que está a definhar devido à quebra do mercado interno”, acreditam José Eduardo Alves e Nídia Alves.

Na mira, estão os destinos de emigração lusos e de arquitetura colonial portuguesa, mas também o Médio Oriente e os blocos geográficos emergentes.

Para já, serão criados 10 postos de trabalho, incluindo calceteiros e caboqueiros (que extraem a pedra), parte deles a trabalhar em fábrica. Mais de 40 protótipos depois, o resultado está finalmente pronto para o mercado.

Leia na íntegra esta notícia na edição de 10 de janeiro de 2013. Pode adquiri-la online aqui.

Cláudio Garcia
claudio.garcia@regiaodeleiria.pt