A cerâmica inspira Beatriz Cunha, a agricultura será a musa de Carlos Andrade, o têxtil é ponto de partida para José Eduardo e a pedra é mote para Adália Alberto.

Parque Verde recebe algumas das peças dos 13 escultores participantes

Entre 9 e 27 de julho, os quatro escultores instalam-se na frente ribeirinha de Porto de Mós, inspirando-se nas principais atividades do concelho para criar, à vista de todos, esculturas originais.

“Trabalhar ao vivo é quase um número de circo sem rede por baixo”, nota Carlos Andrade, um dos convidados para este projeto da Câmara de Porto de Mós. Mas nenhum deles se amedronta com este desafio, que vai permitir ao público ver a obra nascer da pedra.

Deste sábado até 27 de julho, a autarquia promove a primeira edição de Per Petram – Simpósio Nacional de Escultura em Pedra. Além da escultura ao vivo, há exposições no Parque Verde, Castelo e Cineteatro, duas conferências e animação vária.

O presidente da Câmara, João Salgueiro, vê o Simpósio como uma aposta óbvia. “Daqui foram extraídas as mós durante muitos séculos e daí vem o nome da bonita vila de Porto de Mós”, nota.

Para a escultora Adália Alberto, responsável técnica do certame, a existência do simpósio significa “uma abertura muito maior do que aquela que tem existido aqui no concelho”.

“Por vezes não valorizamos muito estas coisas da arte, achamos que são meramente decorativas, mas nós vamos tentar deixar uma marca do passado na região”, sublinha.

Adália Alberto não espera multidões a ver os escultores trabalhar, mas conta com “alguma curiosidade”. “Espero que as pessoas fiquem um pouco mais sensibilizadas para as artes”.

Per Petram vai custar cerca de 20 mil euros e começa este sábado: às 21 horas há visita guiada às peças no Parque Verde; às 22h30, a fadista Raquel Tavares dá um concerto.

ML