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Mercado

Novo plano de marketing para o turismo destaca força do mercado judaico

O centro histórico onde funcionou uma das primeiras tipografias em Portugal faz parte da oferta da região centro dirigida a turistas dos Estados Unidos, Israel e Brasil.

A captação de turistas dos Estados Unidos, Israel e Brasil para circuitos relacionados com a vivência dos judeus em Portugal – de que é exemplo o centro histórico de Leiria – é um dos filões com maior potencial identificados pelo Turismo Centro de Portugal.

O plano de marketing apresentado no início de julho por esta entidade recomenda segmentar o mercado judaico, com base na oferta já existente na região.

A rede de judiarias a que Leiria pertence, o património de Aristides Sousa Mendes e a herança de vários municípios na orla da Serra da Estrela constituem “um acervo muito relevante no domínio da presença judaica”, que urge aproveitar, admite Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal.

Em Leiria, a comunidade de judeus está ligada ao início da tipografia e ao primeiro livro científico impresso em Portugal. O poeta Francisco Rodrigues Lobo era cristão-novo e a sinagoga uma das mais frequentadas do país. No percurso guiado sobre a judiaria de Leiria, que a autarquia promoveu no passado mês de março, participaram mais de 150 pessoas, uma afluência rara para iniciativas deste género.

Atrair a lusofonia

Outro novo mercado sinalizado pelo Turismo Centro de Portugal é o da lusofonia e dos lusodescendentes. Cultura, património, gastronomia e vinhos são os produtos mais apelativos para este público alvo, além dos circuitos religiosos.

O documento desenvolvido pelo Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM) aponta também aos mercados emissores do Norte da Europa. O objetivo passa por captar reformados de países com elevado poder de compra para se fixarem em Portugal. Como já sucede, de resto, no concelho de Óbidos.

Em termos de posicionamento da marca, o plano de marketing dá prioridade à oferta relacionada com a cultura, história e património, saúde, bem-estar e natureza, sugerindo apostas complementares no turismo científico e tecnológico e no turismo residencial.

Qualidade média ou alta e preço médio para o mercado de massas; qualidade alta e preço médio ou alto para nichos específicos. No mercado ibérico, são identificados dois segmentos de turistas portugueses e quatro de turistas espanhóis junto dos quais interessa promover o Centro de Portugal: exploradores interessados, acomodados, ativos sensoriais, ativos sábios, aventureiros sociais e apreciadores sensoriais.

O calendário para aplicar as ações previstas decorre até junho de 2017. A ideia é aumentar a notoriedade da região, apostando muito na internet. “Temos hoje um instrumento de orientação estratégica para operação e venda”, resume Pedro Machado.

Cláudio Garcia
claudio.garcia@regiaodeleiria.pt

(Notícia publicada na edição de 10 de julho de 2014)

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