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Orquestra Clássica de Fátima toca obra inédita para Papa

Orquestra Clássica de Fátima toca obra inédita para Papa

A responsabilidade é grande e implica um “reportório alegre” que possa marcar o momento da despedida de Jorge Bergoglio da peregrinação do 13 de maio em Fátima.

A Orquestra Clássica de Fátima (OCF), com 33 músicos profissionais e 10 alunos finalistas do Conservatório de Música Ourém Fátima, vão tocar durante 20 minutos, precisamente o período de tempo que o Papa deverá demorar a percorrer de papa móvel o trajeto entre o recinto do Santuário de Fátima e a rotunda Norte. À chegada à rotunda, a Orquestra tocará o hino do Vaticano, no momento em que o líder da Igreja Católica muda para uma viatura fechada e segue viagem até Monte Real, última paragem antes do regresso a Itália.

Esta será uma estreia, pois o hino foi escrito para um pequeno agrupamento e vocal e, no caso da OCF, houve a necessidade de adaptar para um agrupamento orquestral. O trabalho foi desenvolvido pelo maestro André Lousada.

“É uma obra inédita para uma orquestra sinfónica. Não temos conhecimento de mais nenhuma adaptação assim”, explica Alexandre Rodrigues, coordenador da orquestra.

Durante o trajeto do papa móvel, que será acompanhado por milhares de peregrinos, os músicos profissionais, com idades entre os 15 e os 35 anos, vão tocar duas peças de Mozart e Rossini.

As duas obras dos compositores têm sido motivo de estudo nas última semanas, já o hino do Vaticano só começou a ser trabalhado esta semana. “Tem uma exigência menor em termos de qualidade musical do que o outro reportório que iremos fazer, mas a responsabilidade não deixa de ser grande na mesma”, realça o responsável.

Para um não é novidade
Habituados a grandes concertos e com vários músicos com currículos extensos, oriundos de vários pontos do país (Lisboa, Évora, Castelo Branco, Leiria, Abrantes, Santarém, Tomar, Coimbra e Fátima), a OCF é um projeto relativamente recente do Conservatório de Música de Ourém e Fátima, com menos de um ano, e que pretende “desenvolver uma oferta complementar cultural de qualidade na área da música”.

No entanto, o local, a entidade que é e o momento aumentam a responsabilidade, diz o responsável. “É a representação e atuação de uma orquestra residente, com uma exposição e responsabilidade muito superior”, afirma.

Para a maioria do músicos profissionais da OCF, tocar para um Papa será novidade mas há um elemento para quem não é. Um dos oboístas da orquestra, que durante algum tempo viveu na Holanda, e recém chegado ao grupo, já teve oportunidade de o fazer. “Seja a primeira vez ou não, estão todos muito motivados. Numa das várias reuniões que tive com eles, falei-lhes do momento e da importância que tem. Eles sabem bem… Será o momento de encerramento da visita do santo padre”, explica.

Marina Guerra
marina.guerra@regiaodeleiria.pt

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