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Global Game Jam. 48 horas a criar jogos em Leiria sem parar

Durante 48 horas eles vão dedicar-se desenfreadamente a uma missão: inventar um jogo. De sexta-feira, 26 de janeiro, até domingo, dia 28, 52 participantes do Global Game Jam juntam-se em Leiria, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG), para participar no maior evento mundial de criação de jogos.

Leiria recebe esta maratona pela primeira vez, através da Licenciatura em Jogos Digitais e Multimédia da ESTG e de A Ludoteca, uma plataforma de promoção do desenvolvimento de jogos em Portugal. É uma experiência imersiva: os participantes podem até comer, dormir e tomar banho na ESTG. Mas, nos Game Labs da escola do Politécnico de Leiria, muitos vão mesmo fazer diretas para terminar o projeto dentro do prazo.

A maioria dos participantes são alunos de Jogos Digitais e Multimédia, que assim se envolvem na maior game jam do mundo.

“Para os estudantes é aliciante e para nós também. É muito interessante para os alunos do nosso curso que participam, porque eles são obrigados a pensar num período mais curto de tempo. Conseguir construir um jogo em 48 horas é um desafio. Ganham muita experiência”, explica a coordenadora da licenciatura, Eduarda Abrantes.

Neste fim de semana, em diversos países de todo o mundo, milhares de participantes vão desenvolver novos jogos a partir de um mesmo tema.

Os jogos criados podem ser pensados para diferentes plataformas. São quase sempre jogos digitais, mas não obrigatoriamente, porque esta experiência não é só para especialistas em programação: músicos, escritores, animadores e artistas são também convidados a entrar no processo. “Não há tempo para aprender a programar, mas quem quiser pode fazer um jogo de tabuleiro e submeté-lo à mesma. Este é um espaço lúdico, seja ele qual for”, sublinha a professora.

Eduarda Abrantes explica que no Global Game Jam há margem para participar alguém que simplesmente tenha interesse e queira perceber o que acontece no evento ou “o que acontece quando se está a pensar num processo de jogo”.

“A partir daí pode contribuir de alguma maneira. Por exemplo, um músico pode propôr um jogo que tem a ver especificamente com a música. Ou a música entrar na banda sonora de outro, embora a vertente estética dos jogos nunca seja muito desenvolvida, porque normalmente não há muito tempo para isso”, acrescenta.

Nesta maratona não há prémios à espera na meta: no final, o jogo, ou a ideia em potência do que ele será, “pode morrer por aqui ou ter continuidade ou até, quem sabe, revelar-se uma grande ideia”.

Em 2017, mais de sete mil jogos foram criados na Global Game Jam. Em 700 locais de 95 países, a maratona de 48 horas juntou participantes de diversas áreas, que juntaram esforços para contribuir para o desenvolvimento criativo de jogos. Em 2018, Leiria junta-se ao maior desafio mundial do setor. A Global Game Jam começou em 2008 e chegou a Portugal em 2010. Mais sobre a edição de Leiria através do e-mail coord.jdm.estg@ipleiria.pt.

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