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Jornal Presente Leiria-Fátima encerra no final de dezembro

A Diocese de Leiria-Fátima anunciou ontem o encerramento do jornal Presente, cujo último número será publicado a 27 de dezembro.

Num comunicado aos diocesanos, D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, justifica a decisão com o “pesado saldo negativo” que o jornal apresentou nos últimos cinco anos, “resultado dos inevitáveis encargos financeiros e das reduzidas receitas que conseguiu garantir”.

As iniciativas efetuadas, entre as quais uma campanha de assinaturas nas paróquias e a passagem da edição de semanal a quinzenal, não surtiram contudo o efeito desejado, refere D. António Marto, acrescentando que a Igreja não escapou à “inevitável mudança na comunicação” que tem sofrido “um grande processo de transformação com os novos meios tecnológicos para difundir notícias, artigos de opinião, análises e tomadas de posição sobre a realidade do nosso tempo”.

O Presente Leiria-Fátima surgiu há seis anos, após a fusão dos dois jornais eclesiais O Mensageiro e a Voz de Domingo, que, em 2006, quando D. António Marto chegou à Diocese “constituíam um pesado encargo económico difícil de sustentar”.

“Recordo que, desde os inícios da década de ’90, nos diversos órgãos diocesanos se questionava a existência de dois semanários numa diocese com poucos recursos como a nossa”, recorda, referindo ter nomeado, em 2012 uma comissão para avaliar a situação dos dois jornais e elaborar um plano de remodelação dos meios de comunicação da Diocese.

Ao criar o Presente, em maio de 2013, “estabeleceu-se um prazo de 5 anos para verificar se este novo órgão poderia ser financeiramente sustentável”. 

Embora tenha cumprido “claramente, no campo da comunicação, os objetivos que tinham sido assumidos” e prestado “um bom serviço à Diocese, através de uma imagem renovada e de conteúdos bem elaborados”, a Diocese reconhece no entanto não ser possível sustentar durante mais tempo “uma estrutura com um défice muito acima” do que consegue suportar financeiramente, face aos “elevados encargos associados à sua publicação”, à “queda de assinaturas”, ao “facto de se usar cada vez mais a informação digital” e à “atual situação financeira da Diocese”.

Assumindo que a decisão poderá afetar “uma determinada faixa de assinantes já habituados ao jornal ele”, D. António Marto adianta que “a comunicação passará a ser feita através dos meios digitais”, estando prevista “uma forma de informação que possa ser impressa em casa ou nas comunidades de modo a incluir nos destinatários aquelas pessoas que não têm acesso às plataformas de comunicação informática”.

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