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Mais de metade dos utentes vão à urgência de Leiria sem referenciação

Estudo realizado por investigadores do CHL, em parceria com a Escola Superior de Saúde de Leiria e o Agrupamento de Centros de Saúde Pinhal Litoral (ACES-PL), foi dirigido a utentes não urgentes ou pouco urgentes Foto de arquivo

Mais de metade dos doentes que vai ao Serviço de Urgência Geral (SUG) do Hospital de Santo André (HSA), em Leiria, não passou antes pelos cuidados de saúde primários, conclui um inquérito do Centro Hospitalar de Leiria (CHL).

Um inquérito realizado em janeiro de 2019, no SUG, a utentes triados como não urgentes e pouco urgentes (pulseiras verde e azul), revelou que 61,1% dos doentes se dirige à urgência por iniciativa própria, sem recorrer aos cuidados de saúde primários.

Segundo o estudo, dinamizado por investigadores do CHL, em parceria com a Escola Superior de Saúde de Leiria do Instituto Politécnico de Leiria e com o Agrupamento de Centros de Saúde Pinhal Litoral (ACES-PL), “apenas 21,9% dos inquiridos afirmaram ter recorrido em primeiro lugar ao centro de saúde antes de ir ao SUG e, destes, apenas 34% trouxeram informação clínica”.

Dos cerca de 18,3% dos utentes que optaram por ir aos cuidados de saúde primários, 60% fizeram-no por ser “a forma correta de atuar” e 51,7% porque “o médico/enfermeiro tem solucionado” os seus problemas.

A equipa de investigadores conduziu ainda um estudo aos utentes hiperfrequentadores em 2018 e constatou que 11% dos doentes foram ao SU mais de quatro vezes no período de 12 meses.

Os utentes frequentes da Urgência (ano 2018) são maioritariamente aposentados, isentos de taxas moderadoras e com idade acima dos 64 anos.

Destes, 45,7% foram triados como pouco urgentes ou não urgentes e 64,3% foram encaminhados para o centro de saúde, consulta externa, domicílio ou equivalente no exterior.

Dos 199 utentes inquiridos pertencentes ao ACES-PL, 96,5% têm médico de família e 85,3% têm conhecimento da existência da consulta aberta do centro de saúde, sendo que 63% já a utilizou.

A avaliação dos dados evidenciou ainda que 56,3% dos utentes pouco e não urgentes são do sexo feminino, 53% são casados, 37,4% têm apenas o 1.º ciclo como habilitações literárias e 37,9% estão reformados, enquanto 41,3% são ativos.

“Estes dados permitem-nos estudar a tendência dos comportamentos dos utentes no acesso às urgências, à semelhança do que fizemos num estudo idêntico no final de 2014. Verificamos que, à data de hoje, apesar da quase totalidade dos utentes ter médico de família atribuído, as diferenças são mínimas e as melhorias pouco significativas”, explica a vogal do Conselho de Administração do CHL, Alexandra Borges, citada na nota de imprensa.

A administradora acrescentou que, “no final de 2014, 61,8% dos utentes dirigiram-se ao SUG por iniciativa própria e 18,3% foram primeiro ao centro de saúde, mas apenas 34% trouxeram informação clínica”.

Lusa

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De acordo com os dados divulgados pelo CHL, 87,1% dos utentes não urgentes e pouco urgentes que se dirigiram em primeiro lugar à urgência consideram que a sua doença justifica a ida à urgência, enquanto 52,6% revelou que “queria ser observado por um especialista”, 51,2% que poderiam, na urgência, “realizar os exames todos no mesmo dia” e 46,4 adiantaram que “é difícil marcar uma consulta no centro de saúde”.

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