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Politécnico de Leiria quer construir “nova” escola de Educação em terrenos da Prisão-Escola

O revestimento de fibrocimento do atual edificio é outro problema que o IPLeiria gostaria de ver solucionado Foto: Joaquim Dâmaso

A construção de um novo edifício para instalação da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) em terrenos da ex-Prisão-Escola é um projeto que o Politécnico de Leiria espera concretizar nos próximos três anos.

Não existe para já uma estimativa de custos, que serão definidos no âmbito do projeto preliminar que está a ser elaborado, mas sabe-se que o projeto poderá ocupar uma área com 25 mil metros quadrados na zona do Campus 2, junto à Escola Superior de Tecnologia e Gestão e Escola Superior de Saúde de Leiria.

Como contrapartida à cedência do terreno, o IPLeiria propõe-se requalificar os pavilhões do atual Estabelecimento Prisional de Leiria – Jovens. Já as atuais instalações da ESECS poderão vir a acolher o Centro de Formação Profissional de Leiria (CEFLE).

Para o efeito, foi assumido, nos últimos meses da anterior legislatura, “um compromisso tripartido de apoio ao projeto”, envolvendo as secretarias de Estado dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, da Justiça e do Trabalho e Segurança Social e o apoio da Câmara Municipal de Leiria, adiantou o presidente do IPLeiria ao REGIÃO DE LEIRIA. Ficou então acordado que, “numa nova legislatura, seria dado seguimento a toda a dimensão processual e administrativa”.

Na sessão de abertura do ano letivo do Politécnico, no início deste mês, Rui Pedrosa alertou para a urgência da construção de novas instalações para a ESECS nos terrenos da ex-Prisão-Escola, criando um único campus académico.

“É o tempo de concretizar e avançar com este acordo e para isso vamos necessitar de todos os diretamente envolvidos e de todos os que possam influenciar positivamente para a resolução deste problema que temos em mãos”, apelou.

A dimensão da escola, que acolhe atualmente mais de 2.300 estudantes, é “um dos principais constrangimentos”, destaca Rui Pedrosa, frisando que o revestimento de fibrocimento é outro problema “sempre presente”.

Ao nosso jornal, o responsável refere que os terrenos da prisão e da ESECS já foram avaliados e será entretanto iniciado o trabalho com o novo Governo e ministérios envolvidos.

“Está previsto que o valor de aquisição do terreno seja totalmente investido na requalificação dos pavilhões da Prisão-Escola, não estando ainda fechado o montante nem o projeto do acordo, embora já exista uma avaliação que carece de homologação e autorização ministerial”, realça.

Solução para o Centro de Formação Profissional

Há anos que o CEFLE funciona provisoriamente num prédio da rua de São Francisco, ministrando ações de formação em espaços arrendados ou objeto de parcerias. No ano passado, e depois de rejeitada pela tutela uma proposta de compra do antigo edifício da Cooperativa Agrícola de Leiria e Marinha Grande, o Instituto de Emprego e Formação Profissional encetou diligências junto do Politécnico em busca de uma alternativa.

Entretanto, o projeto de adaptação do edifício da Cooperativa, que a Câmara de Leiria comprou por 1,650 milhões à Caixa Agrícola para instalar a Assembleia Municipal, deverá ser adjudicado em breve a uma empresa externa. Segundo informação da autarquia, compra e escritura já foram efetivadas, mas não estão ainda definidos que outros serviços irão ocupar aquele espaço.​

(Notícia publicada na edição impressa de 7 de novembro de 2019)

Martine Rainho
Jornalista
martine.rainho@regiaodeleiria.pt

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