O homem natural da Nazaré infetado com Coronavírus agradeceu na madrugada desta terça-feira, dia 25, “o cordão humano” gerado à sua volta e apelou ao Presidente da República para que não o abandone no Japão.

“Não sei como expressar a minha gratidão pelo cordão humano que criaram em torno da situação que estou a atravessar, pela disponibilidade de cada português e de todos os que se juntaram a esta causa”, escreveu Adriano Maranhão, de 41 anos, no Facebook.

O tripulante do navio de cruzeiros Diamnond Princess, esta madrugada transferido para um hospital universitário no Japão, refere que vai, assim, “ter cuidados médicos necessários”. “Não sei o que vou encontrar, o que vou enfrentar, sei que vou na esperança que tudo não passa de um susto”, refere.

“Queria sensibilizar-vos, mais uma vez, para que não me deixem esquecido num hospital, pois o nosso Presidente da República fez saber que o meu regresso a Portugal infetado, para aí ser tratado, nunca poderia acontecer”, escreveu Adriano Maranhão.

“Só lhe queria pedir [a Marcelo Rebelo se Sousa] para não me abandonar, porque o que eu mais quero agora é poder vir a abraçar a minha família”, destaca no texto que publicou à 1h50 (mais nove horas no Japão).

Adriano Maranhão adianta que está num país que não conhece “simplesmente porque queria dar um melhor sustento à família”. “A minha esposa tem sido fantástica, a melhor pessoa que poderia encontrar para me acompanhar neste curto espaço de tempo que é a vida”.

Nos comentários ao texto destaca-se o de Hélder Vigia, o seu colega que se encontra a bordo do navio e que apresentou testes negativos ao Coronavírus: “Força amigo. Vamos lutar para que tudo corra bem e vai correr. Eu fico aqui rezar por ti. Vamos conseguir sair deste pesadelo. Força irmão. Deus não nos vai virar as costas, têm fé.”