A Câmara da Batalha anunciou esta terça-feira, 18, que vai criar o Conselho Municipal da Saúde. O objetivo é “desenvolver uma plataforma de participação” que responda às necessidades dos munícipes no âmbito da transferência de competências nesta área.

“Promover uma governança, multinível e intersetorial, juntamente com o envolvimento ativo da sociedade civil e de todos os agentes, públicos e privados, da área da saúde, de forma a alcançar todo o potencial que a implementação de políticas públicas saudáveis requer” é o objetivo da criação do Conselho Municipal da Saúde, refere uma nota de imprensa.

Este órgão prevê “desenvolver uma plataforma de participação entre as entidades da área da saúde, de forma a emitir contributos, propostas, pareceres e recomendações que respondam às necessidades dos munícipes, com vista a combater as desigualdades em saúde”.

O Município da Batalha vai ainda avançar com um debate para poder elaborar a Estratégia Municipal de Saúde, “devidamente enquadrada e alinhada com o Plano Nacional de Saúde e os Planos Regionais e Municipais de Saúde”.

Neste contexto, “é do entendimento dos órgãos municipais que a promoção da Saúde deverá ser implementada com base numa plataforma de diálogo e planeamento intersetorial, em que impera o processo participativo num contexto aglutinador, por forma a garantir a sustentabilidade do Sistema de Saúde e a consequente Estratégia Local de Promoção da Saúde”, lê-se no documento, aprovado por unanimidade.

Segundo o presidente da Câmara, Paulo Batista Santos, “sendo a Saúde uma área de intervenção estratégica para o futuro do concelho da Batalha e da sua população, a palavra-chave terá de ser a parceria e o compromisso de todos os intervenientes, sejam agentes públicos ou privados na condução de políticas promotoras da Saúde, privilegiando a adoção de comportamentos conducentes a um estilo de vida mais saudável, e a um território com mais qualidade de vida”.

A elaboração da Estratégia Municipal de Saúde visa “criar as diretrizes necessárias para uma intervenção local colaborativa na construção de um documento estratégico que responda aos desafios futuros nesta área, onde os cuidados de saúde primários, fenómenos como as dependências ou a violência doméstica, a par de novas respostas diferenciadas para o bem-estar da população mais idosa, desempenham um papel central nas estratégias a desenvolver”, refere ainda a autarquia.

 

Lusa