Conhecido pelas atividades desenvolvidas em torno do poeta Afonso Lopes Vieira (1878-1946), desde poesia, literatura, teatro e música aos workshops, o festival Afonso Lopes Vieira tem reunido centenas de pessoas em São Pedro de Moel.

Este ano, mesmo condicionada pela pandemia, a organização espera repetir o sucesso. O objetivo é “alargar o número de atividades na rua e fazê-las orientadas para que as pessoas desfrutem ao máximo”, adianta Carolina Santarino, que integra a organização, a cargo da Protur. Uma vez mais, Afonso Lopes Vieira e Amélia Rey Colaço ganham vida para conduzir os visitantes pelos três dias de festival: 21, 22 e 23 de agosto.

As alterações nesta edição compreendem a redução do número de participantes nas visitas encenadas à Casa-Museu – limitadas a grupos de cinco pessoas – e a realização das leituras inusitadas e da maioria dos eventos de poesia nas ruas e na praia.

Afonso Lopes Vieira é um festival criado a pensar em toda a família, concedendo, segundo a Protur, “experiências agradáveis, divertidas e memoráveis”. Como tal, está planeado um workshop de marionetas para as crianças, onde há a oportunidade de construir o objeto com materiais recicláveis. Outra atividade agendada é a ilustração de uma história, através de colagens.

Para os adultos, há um workshop de cerâmica com a possibilidade de levar a peça de barro feita para casa.

Os visitantes poderão, ainda, surpreender-se com uma exposição de fotografias tiradas por Afonso Lopes Vieira, bem como retratos do poeta. Vinte desenhos feitos por Patrice Guiraud mostram a praia de São Pedro de Moel a preto e branco.

Outra novidade nesta edição é a inauguração dos murais pintados a óleo por Bruno Netto em honra do poeta, no último dia do festival, domingo.

Nota ainda para a tertúlia sobre Aristides de Sousa Mendes, sábado à tarde, a propósito do mais recente livro de Ana Cristina Luz.

À programação variada, acrescem os concertos de Hélder Morrison com Carlos Vicente, de André Barros a acompanhar Valter Lobo, de João Morais (O Gajo) e da banda portuguesa de folk, Tanira, no Palco do Vale.

O festival encerra no domingo, 23, com um espetáculo de teatro de marionetas – “A Caravela Desconhecida” – criado com base num conto de José Saramago, na Casa-Museu.

A organização solicita aos espectadores utilização de máscara e o respeito das medidas da Direção-Geral da Saúde. A participação nas atividades implica a inscrição prévia obrigatória através de protur.reservas@gmail.com.