“Comecei no karting por brincadeira mas rapidamente se tornou num assunto sério”.

A frase está em destaque na página oficial do piloto Filipe Albuquerque e mostra muito daquilo que representou para ele o início da carreira no mundo do automobilismo.

Depois dos feitos das últimas semanas de Miguel Oliveira, nas motos, e António Félix da Costa, com o título mundial de pilotos no campeonato de Fórmula E, a mais alta categoria de automobilismo de viaturas 100% elétricas, agora foi a vez de Filipe Albuquerque.

O piloto, natural de Coimbra, que, no dia 20 de setembro, se sagrou campeão do mundo de resistência, ao vencer as 24 Horas de Le Mans, na categoria LMP2, a segunda mais importante, acelerou nas pistas, pela primeira vez, aos oito anos, precisamente no karting.

Por brincadeira, foi com o pai e o irmão até ao Euroindy, na Batalha, andar de kart e a aventura marcou o início da sua carreira.

De lá para cá o progresso foi sempre contínuo e Filipe Albuquerque nunca mais deixou o volante. Esteve vários anos nas equipas do kartódromo da Batalha e, em 2005, trocou os karts pelos carros, mas não esqueceu a “linha de partida”.

“Há uns anos veio cá agradecer-me e dar-me um grande abraço”, diz António Pragosa, gerente do Euroindy e responsável por mais de uma centena de jovens pilotos que ali se formaram e foram campeões nacionais e europeus.