O recorde estabelecido em fevereiro, na Nazaré pela surfista brasileira Maya Gabeira, e a importância da vila piscatória na rota mundial das ondas gigantes, estão no centro de uma reportagem do The New York Times, publicada esta semana.

Em fevereiro, Maya Gabeira renovou o seu próprio recorde do mundo feminino da maior onda surfada.

A marca foi oficializada há duas semanas, a 10 de setembro, com o Guinness World Records a reconhecer a marca de 22,4 metros alcançada na Nazaré.

Ao jornal norte-americano, no artigo publicado na edição online do jornal esta terça-feira e que hoje mereceu o destaque de ser a escolha do editor, a surfista recorda a energia da onda que lhe valeu o recorde: “Nunca tinha estado tão perto de uma explosão tão poderosa”.

A reportagem recorda como a entrada em cena de Garrett McNamara, a convite do bodyboarder da Nazaré Dino Casimiro, mudou a relevância da onda da Nazaré e a enquadrou na dinâmica do circuito das ondas gigantes.

No Havai, explica ao The New York Times o surfista norte-americano, pode existir um swell de 60 pés (aproximadamente 18 metros) por ano e em Mavericks, na Califórnia do Norte, podem atingir-se 60 a 80 pés (18 a 24 metros) de quando em vez. “Na Nazaré são 60 a 80 pés 10, 20, 30 vezes por ano”, reforça McNamara.

Maya Gabeira, que se mudou para a Nazaré em 2015 depois de recuperar de um grave acidente com uma onda na Praia do Norte em 2013, já tinha estabelecido em 2018 o recorde feminino.  

Desta feita, conseguiu aumentar o recorde mundial e conquistar a melhor marca deste ano entre homens e mulheres. “Estou feliz que uma mulher tenha surfado a maior onda do ano”, diz Gabeira ao jornal norte-americano.

“É possível. Outras mulheres poderão consegui-lo”, reforça.