Previsão de chuva, por vezes forte e persistente, e também vento colocam Leiria em aviso amarelo a partir das 12 horas desta segunda-feira.

Depois de um domingo quente para esta altura do ano, a semana vai começar com chuva, vento e diminuição das temperaturas, situação que se vai manter durante os próximos dias.

O vento, por vezes forte de sul, pode atingir rajadas até 80 km/h, sendo até 100 km/h nas terras altas do distrito de Leiria e sentir-se-á com mais incidência entre as 12 e as 18 horas.

Já a precipitação estende o aviso amarelo até terça-feira, dia 20, até às 18 horas.

O aviso do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) abrange todos os distritos de Portugal continental, devido a uma depressão que vai ficar a noroeste da Península Ibérica, disse à Lusa a meteorologista Ângela Lourenço.

“Para segunda-feira está prevista precipitação contínua, persistente, por vezes forte, e um aumento gradual da intensidade do vento. São situações típicas de outono com características mais severas, ou seja, precipitação forte e vento forte e provavelmente acompanhado também de agitação marítima forte”, destacou a meteorologista do IPMA.

Ângela Lourenço reforçou: “É uma situação severa em que devemos ter cautelas. No entanto, é uma situação típica de outono. No outono, já começam a aparecer situações de precipitação forte”.

Segundo a meteorologista, esta situação deve-se à passagem de superfícies frontais, ondulações frontais, associadas a uma depressão que vai ficar a noroeste da Península Ibérica, que vão atravessar o continente na próxima semana.

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

Face a esta situação, a Proteção Civil alerta que podem existir a possibilidade de inundações rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem; possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis; inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem; piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água; danos em estruturas montadas ou suspensas; possibilidade de queda de ramos ou árvores; ou deslizamentos de terra causados por instabilização de vertentes associados à saturação dos solos, pela perda da sua consistência.

Com Lusa