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Cultura

Amália Hoje regressa em 2022 a convite da “Rede Cultural 2.0”

Programa cultural pensado para lugares património mundial UNESCO do Centro chega a Alcobaça, Batalha, Tomar e Coimbra. Meio milhão de euros vão ser investidos para ajudar a atrair dois milhões de turistas.

Depois do lançamento do disco “Amália Hoje” em 2009, o projeto volta aos concertos em 2022

O projeto Amália Hoje, constituído por músicos dos The Gift para homenagear Amália Rodrigues, vai regressar a palco em 2022, integrado no projeto “Lugares Património Mundial do Centro – Rede Cultural 2.0”, para um concerto em Alcobaça.

O anúncio foi feito hoje no Mosteiro da Batalha, na apresentação da “Rede Cultural 2.0”, que levará um conjunto de iniciativas culturais – sobretudo concertos – a lugares património mundial da UNESCO na região Centro: os mosteiros de Alcobaça e da Batalha, o Convento de Cristo em Tomar e a Universidade de Coimbra – Alta e Sofia.

O espetáculo Amália Hoje será apresentado na Praça 25 de Abril, em Alcobaça, numa data ainda a definir (28 de maio ou 25 de junho de 2022), foi hoje divulgado.

Em Alcobaça haverá ainda um concerto da Orquestra Clássica do Centro (OCC) com um solista da cidade, numa homenagem a António Vitorino d’Almeida na Cerca do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, a 24 de julho próximo. A 1 de agosto, vários artistas de Alcobaça atuam no mesmo espaço, interpretando obras de Saint-Saens, Manuel de Falla e Stravinsky.

Já na Batalha, depois da atuação da OCC com o grupo Akhorda no passado dia 14 de maio, segue-se a 3 de setembro um espetáculo da OCC com um artista nacional e músicos locais a ter lugar nas Capelas Imperfeitas. Em maio de 2022, no Largo Infante D. Henrique será apresentado o resultado da colaboração da OCC com o Sons do Lena, que vão abordar a música e literatura da região.

“Este é um projeto inovador, que marca esta simbiose feliz de juntar a cultura com a promoção turística nestes patrimónios com dimensão internacional”, considerou o presidente da Câmara da Batalha, em nome das autarquias promotoras.

Paulo Batista dos Santos acredita que “Rede Cultural” vai qualificar a oferta turística dos lugares envolvidos, “ultrapassar fronteiras e, sobretudo, acrescentar valor”, somando “a espaços com grande interesse e procura turística uma dimensão cultural”.

O programa preparado tenta mostrar “o lado B dos monumentos e contar novas histórias em torno destes monumentos de referência – e em todos estes sítios haverá histórias a conhecer e a promover”.

Na apresentação, esta quarta-feira, o presidente do Turismo Centro Portugal, Pedro Machado, anunciou a intenção de atrair dois milhões de visitantes no próximo ano, a partir da mais-valia turística dos lugares património mundial da UNESCO de Alcobaça, Batalha, Coimbra e Tomar.

“Precisamos de voltar a atingir essa cifra”, frisou Pedro Machado, apostando naqueles quatro espaços para “não só contribuir para o processo de cultura e de visitação mas também para os projetos de desenvolvimento e sustentabilidade cultural e social”, com “reflexos na economia real”.

“Lugares Património Mundial do Centro – Rede Cultural 2.0” implica o investimento de meio milhão de euros, 300 mil euros de fundos comunitários e 200 mil investidos pelas autarquias.

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