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Cacau a dezenas de metros de profundidade é a nova experiência do chef chocolatier Daniel Gomes

Dentro de uma barrica de vinho do Porto, nas Grutas de Mira de Aire, está cacau em maturação desde 12 de abril.

Interior de uma gruta iluminada, com um lago e jatos de água. Em primeiro plano, um barril está exposto atrás de uma proteção metálica.
A barrica de carvalho foi cedida pela família Dona Otília Porto & Douro Wines FOTO: Companhia Portugueza do Chocolate

A 80 metros de profundidade, nas Grutas de Mira de Aire, no concelho de Porto de Mós, está a decorrer, desde 12 de abril, uma experiência única da autoria da Companhia Portugueza do Chocolate. Trata-se de uma ideia do chef chocolatier Daniel Gomes, que levou à colocação de cacau fino dentro de uma barrica de vinho do Porto, debaixo de terra.

O objetivo, explica a Companhia Portugueza do Chocolate em comunicado, é deixar o cacau maturar durante 365 dias, para depois serem fabricadas artesanalmente 100 unidades daquele chocolate. Processo que implicará ainda 72 horas para a transformação em chocolate e 15 dias de repouso.

O chef chocolatier acredita que desta experiência irá resultar uma “proposta de chocolate verdadeiramente diferenciado”. E para criar o “melhor chocolate português”, Daniel Gomes optou por usar cacau fino cru de São Tomé e Príncipe e uma barrica de carvalho centenária cedida pela família Dona Otília Porto & Douro Wines.

De acordo com a mesma nota de imprensa, o último vinho que repousou naquela barrica foi “um tawny com mais de 50 anos”.

Segundo a Companhia Portugueza do Chocolate, as características da pipa permitem conferir “complexidade aromática” ao chocolate. A estabilidade da pressão, humidade e temperatura dentro das Grutas de Mira de Aire auxilia no “processo de maturação do cacau”.


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