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Pedrógão Grande

Pedrógão Grande quer ter estação náutica certificada este ano

António Lopes, presidente do Município, defende que a estação náutica irá permitir a diversificação da oferta turística e o combate à sazonalidade.

A albufeira do Cabril será uma das beneficiadas, em termos de turismo, com a certificação das estações náuticas, defende o autarca Foto de Arquivo

O presidente da Câmara de Pedrógão Grande, no norte do distrito de Leiria, disse hoje, dia 10, que o concelho quer ter este ano uma estação náutica certificada, “que vai potenciar o turismo”.

“Estabelecemos os primeiros contactos e fizemos uma reunião com os parceiros que convidámos. Tivemos uma boa receção”, afirmou à agência Lusa António Lopes, adiantando que “boa parte deles já subscreveu a declaração de compromisso”, incluindo a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria.

Segundo António Lopes, segue-se a candidatura à Fórum Oceano – Associação da Economia do Mar, pessoa coletiva de utilidade pública que visa promover o desenvolvimento da economia do mar.

Em abril, o Município de Pedrógão Grande promoveu uma reunião com potenciais parceiros, municipais e regionais, atendendo a que a certificação de estações náuticas“ será uma mais-valia na promoção do produto turismo náutico e na dinamização das albufeiras do Cabril e Bouçã [no rio Zêzere]”.

O objetivo do encontro foi a “criação de uma rede de oferta turística náutica de qualidade, organizada a partir da valorização integrada dos recursos náuticos presentes no território, que integra a oferta de alojamento, restauração, atividades náuticas, bem como outras atividades e serviços importantes para a atração e dinamização de turistas e outros utilizadores, acrescentando valor e criando experiências diversificadas e integradoras”.

António Lopes salientou esta terça-feira, dia 10, que o concelho reúne “as condições para se candidatar a essa valência”.

“Temos todo um conjunto de serviços que, se estiverem todos interligados e trabalharem em conjunto, podem promover uma maior receção dos turistas e, portanto, um maior dinamismo do turismo, aproveitando, naturalmente, este conceito do turismo que extravasa o domínio nacional. É um turismo internacional”, sobretudo “francês e espanhol”, declarou, apontando as vantagens que a iniciativa pode trazer ao nível da restauração ou alojamento, no turismo da natureza ou nas praias fluviais.

Notando que a partir da estação náutica certificada “vão orbitar todas as outras formas de atividade económica relacionadas com o turismo e serviços”, o autarca destacou a importância para “potenciar o turismo” e mais “conhecimento do concelho” junto de turistas nacionais ou internacionais.

“Todos aqueles que, no fundo, têm este passatempo, [de] passar pelas zonas que têm planos de água”, salientou, referindo a importância de aproveitar, além das albufeiras, ribeiras, açudes, cascatas ou praias fluviais. O concelho tem as do Cabril e Mosteiro, estando em curso a de Mega Fundeira, à qual a Câmara quer associar a classificação como Aldeia de Xisto.

Segundo a autarquia, as vantagens da certificação e constituição de uma estação náutica passam, entre outras, pela diversificação da oferta turística, combate à sazonalidade, promoção conjunta ou aumento de visibilidade do concelho.

De acordo com o portal da Fórum Oceano, existem no país 29 estações náuticas certificadas. A do Oeste, certificada em 2018, integra, também, concelhos do distrito de Leiria, neste caso do sul, além de municípios de Lisboa.

A estação náutica de Castelo de Bode, certificada em 2018, surge numa albufeira, igualmente, no rio Zêzere. A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo refere que esta estação reúne mais de 70 parceiros.

No sítio da Internet de Visit Portugal, lê-se que esta albufeira se estende ao longo de 60 quilómetros entre os concelhos de Tomar, Abrantes, Sardoal e Ferreira do Zêzere, no distrito de Santarém.

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