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Sociedade

Incêndios na região de Leiria “em resolução e vigilância ativa”

Os incêndios que começaram em Ourém e Pombal no final da passada semana mobilizam a esta hora mais de 900 operacionais.

Os incêndios que começaram na quinta e na sexta-feira, respetivamente, em Cumeada, no concelho de Ourém e em Vale da Pia, no concelho de Pombal, estão esta segunda-feira, dia 11, em fase de resolução e vigilância ativa.

O oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Rodrigo Bretelo, disse à agência Lusa, às 8 horas, que “durante a noite não houve necessidade de evacuar localidades”, acrescentando que “não houve habitações em perigo” e que os “incêndios estiveram sempre tanto ao nível da consolidação e rescaldo como ao nível do perigo para habitações e populações controlados”.

No que diz respeito ao incêndio de Ourém, que também atingiu os concelhos de Alvaiázere e Ferreira do Zêzere, o oficial de operações adiantou que “maioritariamente está em resolução e vigilância ativa”.

“Apenas não passou efetivamente a resolução (…) porque tivemos algumas reativações durante a noite. Como a área é muito extensa e temos muitos pontos quentes, mantém-se a vigilância e rescaldo no local”, explicou.

Este incêndio mobilizava, às 10h30, 614 operacionais, 203 viaturas e quatro meios aéreos.

De acordo com a mesma fonte, mantém-se igualmente na mesma situação de rescaldo e vigilância ativa, o incêndio que deflagrou às 14h50 de sexta-feira, dia 8, em Vale da Pia, no concelho de Pombal.

Durante o fim de semana, as chamas avançaram para os concelhos de Alvaiázere e Ansião. Às 10h30 estavam no local 303 operacionais, com o apoio de 99 veículos e um meio aéreo.

“Atendendo à extensa área do incêndio, mantém-se em curso, apesar de no seu perímetro estarmos em trabalho de vigilância ativa, tendo havido apenas cerca das 7h20 uma reativação na localidade de Sarzeda”, indicou.

Portugal continental entrou hoje à meia-noite em situação de contingência, que deverá terminar às 23h59 de sexta-feira, mas poderá ser prolongada caso seja necessário.

A declaração da situação de contingência foi decidida devido às previsões meteorológicas para os próximos dias, que apontam para o agravamento do risco de incêndio, com temperaturas que podem ultrapassar os 45º em algumas partes do país, segundo disse, no sábado, o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro.

Devido à situação de risco, Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e a Comissão europeia mobilizou, no domingo, dois aviões espanhóis para combater os incêndios no território português.

Com Lusa

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