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Cultura

Arranque “aditivado” traz ao Acaso um saxofonista de 98 anos, a surpresa do novo circo e um rato desconcertante

A 27ª edição do festival organizado pel'”O Nariz” começa esta sexta-feira, 16 de setembro. No primeiro fim de semana está estampada toda a diversidade do Acaso, que tem teatro e muito mais.

A presença do lendário saxofonista Marshall Allen em Leiria, numa parceria do Acaso e Teatro José Lúcio da Silva, é um dos destaques do primeiro fim de semana do festival Knoel Scott

Pedro Oliveira tem certeza: o orçamento de um único dos três primeiros espetáculos deste 27ª Acaso dava para um festival inteiro “em grande”. Só a parceria com o Teatro José Lúcio da Silva (TJLS) permite a “O Nariz” “aditivar” a programação com propostas como “Hamster Clown”, “Mutabilia” ou “Outros Mashup”, que chegam a Leiria através da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses para o TJLS, ao qual o Acaso se associa.

“São espetáculos que se enquadram na linha do festival e que faz sentido estarem na nossa programação. Infelizmente não são espetáculos de massas, mas mereciam ser”, diz o responsável d’“O Nariz”. O festival começa no sábado e prolonga-se até final de outubro com mais de duas dezenas de concertos, filmes, performances e muito teatro.

Estes primeiros dias concentram bem a diversidade desta edição do Acaso: a abrir, na sexta-feira, Rui Paixão – que já passou pelo Cirque du Soleil – apresenta “Hamster Clown”, onde um “rato” faz um exercício desconcertante de teatro físico repleto de luz e som. Depois, no sábado, o novo circo vem ao Acaso e ao Castelo de Leiria com Teatro do Mar.

“Há muitos anos que os tentamos trazer cá, mas financeiramente era impossível”. Através do TJLS chega “Mutabilia”, que promete deixar muitos de boca aberta. No domingo, destaque para a presença no palco do TJLS de uma lenda viva, Marshall Allen, norte-americano que lidera a Sun Ra Arkestra.

Até final, o Acaso tem ainda para apresentar breakdance francês, histórias contadas com areia, marionetas da Bulgária, o novo filme do realizador António Cova e duas estreias do próprio “O Nariz”, entre muitas propostas. “É uma programação variada, para famílias, para miúdos, para quem gosta de descobrir e para quem tem sentido de humor”, resume Pedro Oliveira.

“O Nariz” aposta num festival “de linguagens diferentes” para atrair “o máximo de público possível” num momento difícil: “Acabou a pandemia, mas veio a guerra. Está tudo caríssimo e está tudo parvo. As pessoas estão com os recursos mais limitados e também há a questão da disponibilidade mental e do medo, que bloqueia. Vamos ver o que vai acontecer”.

O programa integral do Acaso está disponível aqui.

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