Novas e atividades
Terra: elemento de presença. No Museu do Vinho de Alcobaça, uma coletiva de arte contemporânea com obras de José Aurélio, Gabriel e Gilberto Colaço, Luís Plácido Costa, João Daniel, Thierry Ferreira, Irina Gabiani, Maria Korporal, Patrícia de Ferreira Malhão, Jorge Prata e Eija Tomiserva. Os artistas foram convidados a apresentar obras que se relacionem com Terra, “enquanto lugar de presença na relação consciente, subconsciente ou mesmo omnisciente do espaço/lugar de cada um”. Patente até 5 de julho. No dia 28 de março (15h30, inscrições: museus@cm-alcobaca.pt), o artista Thierry Ferreira promove a oficina para famílias “Caminhar sobre a Terra”, propondo uma reflexão poética e sensorial sobre a relação entre o corpo humano e a natureza, bem como sobre as noções de pegada, rasto e permanência.
Mourasencantadas. Sofia Pinto Correia leva à Galeria da Vila Medieval de Ourém um projeto iniciado em 2014 em que evoca a tradição de antigas lendas portuguesas, povoadas de histórias e seres fantásticos, e também a confeção das primitivas bonecas de pano. A artista dá vida a peças figurativas, representativas das muitas lendas das mouras encantadas que habitam o nosso imaginário. Inaugura no sábado, dia 28 (15h), e fica até 31 de maio.
Juntamos muita gente ao barulho. No Museu José Malhoa, nas Caldas das Rainha, há uma nova exposição que nasce do encontro entre a arte, a educação e a vontade de pensar o mundo em conjunto.
A partir da pergunta lançada pelo Plano Nacional das Artes, no âmbito da Bienal Cultura Educação #2 — “E em vez do medo?”, são apresentados trabalhos de Cenas de Teatro (Inês Fouto e Ana Proença), Editións N’Importe Quoi, Estela Costa, Mantraste, Paula Gibert Roset e Soraia Gomes Teixeira, em diálogo com criações desenvolvidas por alunos da Escola Secundária Raul Proença e da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro. Até 17 de maio.
Fragmentos de um imaginário novo. Rosemary Gaspar mostra no foyer do Teatro José Lúcio da Silva obras que refletem a energia da terra e do mar e o silêncio da pedra em flores, que se apresentam como símbolo de esperança e resiliência. Até 16 de abril (todos os dias, entre as 18 e as 22 horas).
Porque as árvores morrem de pé. Na livraria Arquivo, em Leiria, mostram-se textos, desenhos e fotografias que refletem sobre o que aconteceu: perda, resistência e permanência. É uma homenagem às árvores deste território que caíram com a tempestade. Terão sido até 8 milhões as que não resistiram. Uma iniciativa comunitária com curadoria de Sandrine Cordeiro e Paulo Kellerman.
Visita aos bastidores do Museu Municipal de Ourém. Esta sexta-feira, dia 26 (10h, inscrições: 919 585 003; museu@cm.ourem.pt) os visitantes são convidados a descobrir os bastidores do Museu na Oficina do Património e no Arquivo Histórico Municipal. Cada objeto e documento sai do esconderijo e renasce no seu papel de narrativa sobre memórias identitárias de Ourém. Participação livre mas com inscrição obrigatória.
A Raposa e as Esferas. A mais recente exposição do Armazém das Artes, em Alcobaça, realça o desenho na obra de José Aurélio. Esta sexta-feira, dia 27 (21h, entrada livre) há visita guiada com o curador Alberto Guerreiro.
Indivualmente juntos. Sónia Santos mostra pintura na Taberna da Praça, na praça Rodrigues Lobo, em Leiria. A artista plástica, natural de Vieira de Leiria, descreve o seu trabalho como uma manifestação de amor: “O Amor pode ser partilhado e vivido em comum, basta respeitar, escutar esse bichinho que se dá por nome Identidade e juntos caminhar, sorrir, chorar, partilhar… ‘Individualmente juntos’0’ para todo o sempre, seja ele qual for”. Até 20 de junho.
Cerâmica e as mulheres – Como as mulheres se tornaram protagonistas. No Espaço Concas, no Centro de Artes das Caldas da Rainha, revela-se uma coletiva de cerâmica, no âmbito da parceria entre Caldas da Rainha e Deruta. Os municípios uniram-se para desenvolver um encontro internacional em Deruta, em novembro de 2025, em Deruta, Itália. Agora, é Caldas da Rainha que acolhe o projeto que visa valorizar o papel das mulheres no setor da cerâmica, fomentar o intercâmbio cultural e profissional entre municípios, e promover a igualdade de género e o empreendedorismo feminino no contexto artístico e criativo. Inaugura no sábado, dia 28 (15h), e fica patente até 26 de abril.
Roots 2025 – Migração, Identidade, Transculturalidade. Resultado da residência artística “Roots 2025” que reúne artistas de Portugal, Moçambique, Cabo Verde e Senegal, a exposição no Museu Barata Feyo, no Centro de Artes das Caldas da Rainha, explora as raízes como deslocação, desenraizamento e transformação e as múltiplas camadas que formam a identidade. Abre no sábado, dia 28 (18h), e fica até 30 de abril.
Prosseguem

Raízes de mulher: sementes de futuro. O Agromuseu D. Julinha, na Ortigosa, reabre portas após o mau tempo com uma exposição da iniciativa Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, que valoriza o contributo feminino para a agricultura e para a sustentabilidade dos territórios, reunindo fotografia histórica, documentos de arquivo e testemunhos atuais de produtoras, investigadoras e empreendedoras.
Datas vividas. Fotografias de efemérides que marcaram o Mosteiro da Batalha ao longo dos tempos, registadas por José Luís Jorge. Em espaços anexos ao Claustro D. Afonso V do Mosteiro, apresentam-se imagens relativas à Escola de Canteiros, que funcionou no monumento. O projeto desenvolve-se em regime de rotatividade, prevendo, ao longo dos próximos meses, mostrar várias atividades relevantes ocorridas no Mosteiro da Batalha.

Actions. A galeria Quattro, em Leiria, exibe obras de Fernando Aguiar. São sobretudo pinturas da série “Art Actions”, que têm como ponto de partida intervenções realizadas em diversos países e em diferentes contextos, que foram sujeitas a uma metamorfose que passa pelo registo fotográfico da ação performativa, impressão da imagem, fragmentação e recomposição, concluindo o processo com a manipulação digital. Até 27 de março.

Bordalo na Biblioteca. Conjunto documental composto por publicações periódicas, desenhos, caricaturas, publicidades, bilhetes postais ilustrados e almanaques, pertencentes ao espólio da Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha, com destaque para inúmeras peças dedicadas a Zé Povinho, personagem icónica de Rafael Bordalo Pinheiro. Integrada no Salão Bordallo 2025, a iniciativa assinala os 150 anos da criação do Zé Povinho, figura publicada pela primeira vez no jornal Lanterna Mágica, a 14 de junho de 1875. Até 28 de março.

[O tempo] já lá não está. A artista multimédia, educadora artística e gestora cultural Telma Lopes, de Leiria, mostra no Posto de Turismo de Leiria trabalhos desenvolvidos ao longo de vários anos, entre o desenho e a pintura. Até 28 de março.

Emotions. Gèrard Bartist é um artista oriundo de França que reside no concelho de Óbidos. Dedica-se desde criança à música, à pintura, à cerâmica e às artes gráficas. Na associação Rabeca, em Ferrel, Peniche, Bartis expõe uma seleção de mais de 450 pinturas que, em conjunto, formarão uma só. Com a assistência curadorial de Nathalie Bourgogne, para ver até 28 de março.
Poem’Arte. Pintura e poesia no Moinho do Papel pelos artistas Olinda Mota e Virgílio Mota. São 12 telas da pintura e 12 poemas do autor, que estabelecem um diálogo entre imagem e palavra. Patente até final de março, a exposição terá um programa de visitas orientadas e oficinas criativas, intituladas “Encontr’Arte”, dinamizadas por Olinda Mota a partir das suas obras, mas também de trabalhos de Matisse, Mondrian ou Picasso. Até 28 de março.

Santos Barosa. 135 anos de história. Fundada em 1889, a Santos Barosa é a mais antiga empresa privada da Marinha Grande e o Museu do Vidro celebra a sua trajetória através de imagens, objetos e documentos que ilustram a história, modernização, produção e impacto social da fábrica ao longo dos anos. Até 29 de março. (Visitas suspensas na sequência dos efeitos da depressão Kristin)

Contranatura. A dualidade entre noite e dia, entre o riso e o choro, entre o isolamento e a comunidade na galeria do Centro Cultural e Congressos das Caldas da Rainha, que recebe obras de Sebastião Casanova e Bartolomeu de Gusmão. O diálogo que emerge procura sublinhar a singularidade de cada artista, sem contudo esquecer esse lugar quotidiano de encontro: Caldas da Rainha. A curadoria é de Óscar Faria. Até 29 de março.
30 anos – Peças com história. A Arfai Ceramics, fundada em 1995 em Aljubarrota, soma três décadas de criação, inovação e qualidade na cerâmica portuguesa. São 30 anos de peças com história celebrados com uma exposição no Museu do Vinho de Alcobaça. Até 29 de março.

A Batalha não é bem assim. Kasper Andersen, alter ego do artista plástico Bruno Gaspar, mostra uma perspetiva original e bem disposta sobre o concelho da Batalha. Na Galeria do Posto de Turismo da Batalha é possível descobrir um olhar irreverente, partindo de lugares que foram importantes ao longo do percurso de vida do artista: espaços reais transformam-se em cenários inesperados, onde a memória pessoal, o humor e o absurdo convivem naturalmente. São ilustrações cómicas e até surreais, que provocam o espectador. A descobrir até 31 de março.

Esperar o caminho. A ilustradora Marta Santos, de Óbidos, apresenta na livraria Arquivo, em Leiria, a sua primeira exposição individual: um conjunto de cerca de dez originais que transformam palavras em imagens e o silêncio em narrativas visuais, seguindo os eixos passado, presente e futuro. Até 31 de março.

A marginália de Amadeo. Na galeria NovaOgiva, em Óbidos, amplia-se o olhar sobre a obra de Amadeo de Souza Cardoso, promovendo a noção de margem como centro de reflexão. Reúnem-se, pela primeira vez de forma tão abrangente, desenhos inéditos descobertos nos frontispícios e páginas soltas dos manuais escolares de Amadeo de Souza Cardoso, bem como livros literários de coleções privadas e institucionais, onde se encontraram manifestações gráficas do autor. Há ainda esquissos e apontamentos, revistas, um manuscrito ilustrado, algumas pinturas paradigmáticas, postais, cartas originais e outros materiais. Até 4 de abril.

Insectos em Ordem. Após ter estado na Fábrica da Pólvora de Barcarena e na Casa Andresen – Jardim Botânico do Porto, entre muitos outros espaços, esta exposição bilingue chega à Central das Artes de Porto de Mós, lançando o desafio da descoberta de categorias e tipos de insetos, seguindo percursos dinâmicos e de forma autónoma a partir da escolha de um inseto específico: borboleta, libélula, besouro, gafanhoto, etc. Adaptada a todos os públicos, a exposição é de particular agrado dos mais jovens, que podem aprender de forma lúdica e divertida. Até 10 de abril.

A impressão do sol. Jeremy Scott, inglês a residir em Salir do Porto, apresenta imagens fotográficas obtidas a partir do processo de cianotipia no Baú das Memórias, em Alfeizerão, no concelho de Alcobaça. A técnica remonta a 1842 e é retomada na atualidade para obter imagens mais artísticas, ainda que mais trabalhosas e elaboradas, invoca a ação dos raios UV – daí o título da exposição. Até 10 de abril.
Šiluva – Uma peregrinação viva. No Posto de Turismo de Fátima destaca-se a profundidade espiritual de Šiluva, um dos santuários marianos mais antigos e emblemáticos da Lituânia. Trata-se de uma coleção de imagens e testemunhos pessoais que refletem a experiência vivida de fé neste local. Até 10 de abril.

Terroir. Susana Piteira apresenta escultura no Museu Leopoldo de Almeida, no Centro de Artes das Caldas da Rainha, até 26 de abril. A artista propõe a interpretação e a reinvenção da matéria mármore e do seu riquíssimo território, o Anticlinal de Estremoz.
Raízes. Conjunto de trabalhos da Associação de Artesãos de Caldas da Rainha. Até 26 de abril na galeria Art4family, nas Caldas da Rainha.

Movimento estudantil no pós-25 de Abril no Liceu Nacional de Leiria. No Museu Escolar, nos Marrazes, Leiria, recorda-se a efervescência política no antigo Liceu de Leiria, atual Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo, no período posterior à Revolução dos Cravos. Um exercício feito a partir do espólio recolhido por Maria José Costa e Margarida Cabrita Franco, trabalhado por alunos do 9ª da Escola EB 2/3 de Marrazes. Até 30 de abril.

O chão transformado em ondas. Ricardo Gomes mostra na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria, desenhos que refletem a condição humana e o tempo em que vivemos, cruzando crítica social, melancolia e esperança. Entre o quotidiano e o extraordinário, as obras convidam o visitante a questionar a realidade e a descobrir novas formas de olhar o mundo. Até 30 de abril.

diz-me queM eras, sonharemos queM serás. A paisagem que durante décadas ofereceu sombra e biodiversidade tornou-se ausência com a passagem da tempestade Kristin. Dessa ferida provocada na Mata dos Marrazes, nasce uma exposição que reúne desenhos antigos de Mara Mures e outras memórias da mata. Até 30 de abril.
Mulheres e Resistência – Novas Cartas Portuguesas e outras lutas. A Biblioteca Municipal de Ourém recebe uma exposição do Museu do Aljube em que se tenta compreender o papel da repressão, o valor da solidariedade e a importância da vitória no processo literário e político que envolveu as Três Marias – Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa. E valoriza-se também o papel de tantas mulheres que, com origens e percursos diferentes, inventaram e concretizaram batalhas pelos seus direitos, pela justiça social e pela liberdade, desde os anos 30 até ao 25 de abril. Até 30 de abril.

A Raposa e as Esferas. Novo mergulho no universo criativo do escultor José Aurélio, numa exposição no Armazém das Artes, em Alcobaça, que explora os significados por trás das obras e revela como o desenho, a escultura e a imaginação se cruzam no percurso do artista.

Juntar.te no Arrabal. A arte contemporânea continua a circular pelas freguesias do concelho de Leiria no âmbito do projeto Juntar.te, que está no Centro de Artes do Arrabal. Até 3 de maio é possível apreciar obras de Abílio Febra, André Tecedeiro, Hirondino Pedro Duarte, Horário Borralho, José Luís Tinoco, Varatojo, Maria João Franco, Maria Kowalski, Maria Sassetti, Miguel Rondon e Takafumi Kijima, que integram a coleção de arte da Câmara de Leiria.
A arte é para todos. Visões particulares de vários monumentos emblemáticos de Leiria e Porto de Mós são apresentados pelos utentes dos centros de atividades e capacitação para a inclusão (CACI) de Leiria, Porto de Mós e Batalha. A descobrir no Castelo de Porto de Mós, até 3 de maio.

Rostos com história. Vilma Libana, da Marinha Grande, apresenta no Posto de Turismo de Porto de Mós algumas das suas peças de vidro que resultam da conjugação entre lapidação e gravura, em que explora temáticas como o retrato, cenas religiosas e outras representações de carácter artístico em cálices, taças, jarras e jarrões. A visitar até 17 de maio (encerra à segunda-feira).
Marionetas fora de cena. O percurso criativo de José Carlos Barros está em evidência no Museu do Bombarral, onde é possível conhecer parte da obra com que o próprio artista e marionetista marcou o teatro de marionetas português. Até 7 de junho.

Anjos… De visita à família. O primeiro aniversário da seleção das esculturas de terracota do Mosteiro de Alcobaça pelo Programa Watch da World Monuments Fund é assinalado no Parlatório do Mosteiro com uma exposição que conta com a parceria do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA). Pela primeira vez serão mostradas em Alcobaça duas esculturas de barro cozido, produzidas no monumento e que fazem parte do espólio do MNAA. São dois anjos do antigo Presépio do Mosteiro e um Arcanjo S. Miguel, que se juntam à família de 189 esculturas do acervo do Mosteiro de Alcobaça. Até 11 de junho.
Batalha Real. A reinterpretação visual da Batalha de Aljubarrota, numa obra de António Cassiano Santos de grandes dimensões, parte dos mitos e das lendas, para atravessar o passado e o presente, num novo campo de batalha, colorido e contraditório. A descobrir no Armazém das Artes, em Alcobaça, até 16 de agosto (entrada: 2 euros).
amaDor. A Filarmónica das Chãs comemora 130 anos com um vasto programa de comemorações que incluem uma exposição que recorda diferentes momentos da história da banda, através de fotografias que retratam gerações de músicos e atividades ao longo do tempo. Em foco também estão as esculturas “A harpa”, de Alexandre Estrela, e “O toque de Orfeu”, de Abílio Febra. No Auditório da Filarmónica das Chãs, em Regueira de Pontes, Leiria, até dezembro.

Adriano de Sousa Lopes (1879-1944) – O pintor-poeta. A obra e o percurso criativo do artista natural de Leiria está em destaque na nova exposição do Museu de Leiria. O artista leiriense foi pintor, gravador, ilustrador e diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea e esteve como oficial-artista na frente de batalha com o exército português na I Guerra Mundial. Até 31 de dezembro. (Visitas suspensas na sequência dos efeitos da depressão Kristin)

Refúgio e Caminho. Em 1925, a irmã Lúcia anuncia que teve uma nova visão da Virgem Maria, em Pontevedra. Todos os acontecimentos posteriores estão relatados na nova exposição do Santuário de Fátima, que apresenta um conjunto de objetos inéditos da irmã Lúcia, nunca exibidos ao público, e também duas pinturas classificadas como Tesouro Nacional: “Ecce Homo”, do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, e a “Última Ceia”, do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, em Évora. Com entrada gratuita, no piso inferior da Basílica da Santíssima Trindade, até 15 de outubro de 2027 (todos os dias, à exceção da tarde de 24 de dezembro e dos dias 25 de dezembro e 1 de janeiro).
Permanentes/Longa duração

Museu de Leiria. Instalado no antigo convento de Santo Agostinho, do século XV, o museu conta a história do território de Leiria, desde há milhões de anos até ao presente. Em destaque estão os achados da Guimarota, que ajudam a perceber com era a fauna e a flora desde tempos pré-históricos, a Criança do Lapedo e o Abrigo do Lagar Velho, que contribuem para a compreensão da evolução da humanidade, além da memória de Collipo e da presença dos romanos por cá, do Castelo de Leiria e da herança medieval e religiosa, do Pinhal de Leiria e do olhar sobre a produção contemporânea. Abre de segunda a domingo (9h30 – 17h30), com bilhetes a 2,10 euros (grátis para cidadãos residentes no concelho de Leiria, mediante apresentação de documento comprovativo).

m|i|mo – Museu da Imagem em Movimento. “Vizinho” do Castelo de Leiria, o museu preserva e apresenta diversos documentos e tecnologia relacionados com a história técnica e artística do pré-cinema, da fotografia e do cinema. Desde 1996 que o m|i|mo se dedica à recolha, salvaguarda, conservação e inventariação de objetos e técnicas relacionados com as imagens em movimento. Abre de segunda a domingo (9h30 – 17h30), com bilhetes a 2,10 euros (grátis para cidadãos residentes no concelho de Leiria, mediante apresentação de documento comprovativo).

Museu da Comunidade Concelhia da Batalha. “A Pedra e a Batalha: da matéria à vida” percorre a geologia, a história, a arte e a economia do território, numa verdadeira viagem através da pedra calcária, particularmente a do Maciço Calcário Estremenho, que está presente em vários aspectos da nossa vida (até nas pastas de dentes). A pedra e a cantaria têm sido uma fonte importante de desenvolvimento para a comunidade da Batalha e uma presença no dia a dia, ajudando à construção da sua história, da sua cultura e da sua atividade. O museu abre de quarta a quinta, nos seguintes horários: inverno (1 de outubro a 31 de março), das 9 às 13 horas e das 14 às 17 horas; verão (1 de abril a 30 de setembro), das 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas.

A Câmara das Maravilhas – O gabinete encantado de José Aurélio. No Armazém das Artes está em permanência – e com entrada livre – uma exposição que remete para os Gabinetes de Curiosidades ou Câmara das Maravilhas em voga nos séculos XVI e XVII. Ali se reuniam, numa vitrine, objetos raros, artefactos insólitos, relíquias naturais e invenções humanas. Com curadoria de Alberto Guerreiro, em Alcobaça revelam-se peças da coleção do escultor José Aurélio: são objetos naturais, artefactos artísticos e peças singulares, selecionados entre a experimentação criativa e o colecionismo pessoal. “Espécimes que revelavam um mundo ainda por compreender, numa dança entre superstição, ciência, religião e arte. Um expositor de luz sobre as trevas”, lê-se na nota de apresentação.

Fragmentos da Memória e do Tempo. O Espaço Arqueológico José Costa dos Santos, no Centro de Interpretação Turística de Pedrógão Grande, procura divulgar a história do território, valorizando o património arqueológico do concelho e homenageando o arqueólogo José Costa dos Santos. Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira (9h-13h e 14h-17h).

Museu do Vidro. No Palácio Stephens, na Marinha Grande, uma exposição dedicada às artes decorativas do vidro, bem como à tecnologia da produção de vidro utilitário, decorativo e científico, numa área expositiva que reflete a evolução da indústria vidreira em Portugal. De terça a domingo (10h13h e 14h-18h).

Núcleo de Arte Contemporânea do Museu do Vidro. No segundo piso do espaço cultural da Marinha Grande está patente um conjunto de obras que representam cerca de 25 anos de vidro de expressão plástica contemporânea realizado em Portugal, bem como uma seleção de obras em vidro de artistas internacionais que foram sendo adquiridas ou doadas para a coleção do museu. A visitar de quarta a sábado (10h-13h e 14h-16h), com entrada gratuita.

Orfeu. No Museu Joaquim Correia, na Marinha Grande, pelo rés-do-chão e pelo 1º piso do palácio e por
um pavilhão, descobre-se a estatuária de média e grande dimensão da autoria de Joaquim Correia. Aberto de quarta a sábado (10h-13h e 14h-17h).

Museu Marquês de Pombal. Instalado desde 2004 num edifício pombalino, a Cadeia Velha, na Praça Marquês de Pombal, o museu monográfico conta com um núcleo bibliográfico composto por livros da época, sendo o mais antigo de 1717. O espólio permite uma leitura da história nacional e local do século XVIII e da vida do Marquês de Pombal como figura central da vida política portuguesa dessa época. Funciona de terça-feira a domingo (10h-13h e 14h-18h).

Museu Abílio de Mattos e Silva. O museu de Óbidos reabriu ao público a coleção permanente, que revela as várias dimensões de Abílio de Mattos e Silva, da cenografia e figurinismo às artes gráficas. A reabertura marca um novo ciclo na valorização do património artístico e cultural, reforçando a ligação do museu à comunidade, às escolas e a todos os públicos, através de um Serviço Educativo criado para promover a descoberta, a aprendizagem e o diálogo com a obra de Abílio de Mattos e Silva. Visitável de terça a domingo (9h30-13h e 14h às 17h30).

Painel de azulejos de Bordalo Pinheiro revelado nas Caldas. O Painel de Azulejos de Santo António de Lisboa, da autoria do mestre Rafael Bordalo Pinheiro, está em exposição pela primeira vez no Atelier-Museu António Duarte, nas Caldas da Rainha. Encontrado desmantelado e em mau estado, o painel foi restaurado pelo Museu Nacional do Azulejo e integra agora a nova sala onde é apresentada parte da coleção de arte sacra do Atelier-Museu António Duarte, onde pode ser visto, no Centro de Artes das Caldas da Rainha. A entrada é livre.