O novo concurso para contratação de médicos de família contempla 17 vagas para várias unidades de saúde do distrito de Leiria e do concelho de Ourém.
De acordo com o despacho do Ministério da Saúde, publicado em Diário da República no dia 16, foram ainda abertas 23 vagas para recém-especialistas da área hospitalar na região, tendo sido atribuídas nove à Unidade Local de Saúde da Região de Leiria (ULSRL) e 14 à ULS do Oeste.
A nível nacional, foram abertas 142 vagas na área da Medicina Geral e Familiar, 17 em Saúde Pública e 447 em especialidades hospitalares.
No que toca à região e aos cuidados de saúde primários, a ULSRL poderá contratar médicos para as unidades de saúde Norte (3), Flor do Liz (2) e dos Parceiros (1), no concelho de Leiria; Marinha Grande (2); Aire e Candeeiros (1), em Porto de Mós; Global (1), na Nazaré; e Oureana (2), em Ourém.
Na área da ULS Oeste, estão contempladas vagas para as unidades do Bombarral, Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche (uma cada); e outra ainda para a USF Alva Várzea, em Alvaiázere, abrangida pela ULS de Coimbra.
No que toca aos cuidados hospitalares, a ULSRL está autorizada a contratar dois recém-especialistas em Ginecologia/Obstetrícia (3), e seis médicos nas áreas de Anestesiologia, Cirurgia Geral, Medicina Intensiva, Medicina Interna, Patologia clínica e Radiologia (um cada).
447
Foram ainda disponibilizadas 447 vagas em todo o país para a área hospitalar, distribuídas por 39 especialidades. Cerca de metade dessas vagas estão apenas concentradas em sete especialidades: Medicina Interna (57 vagas), Ginecologia/Obstetrícia (40), Anestesiologia (32), Psiquiatria (27), Pediatria (26), Cirurgia Geral (22) e Ortopedia (17)
O despacho, assinado pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, refere ainda que, findo o concurso, podem ser autorizadas contratações de pessoal médico sem vínculo ao Serviço Nacional de Saúde, na base da carreira e com contratos de trabalho sem termo, para as vagas que fiquem por ocupar, “desde que os encargos com o recrutamento estejam devidamente cabimentados no respetivo orçamento”.
A tutela reconhece que “persistem assimetrias relevantes na afetação de médicos às diferentes regiões e especialidades, verificando-se, ainda, carências acentuadas em zonas geográficas e áreas de intervenção de maior pressão assistencial, nâo obstante “o esforço que tem vindo a ser desenvolvido”.
O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) criticou entretanto o número de vagas, considerando-o insuficiente e desajustado às necessidades do SNS, assim como as localizações.
“Isto é tudo o que o planeamento de recursos humanos não é. Ou seja, sítios que precisam urgentemente de médicos não estão contemplados e vagas que abriram em abril, e que não foram preenchidas, não são agora abertas”, apontou o secretário-geral do SIM, em declarações à Lusa.
Defendendo uma “disponibilização permanente das vagas” em vez de “modelos concursais rígidos, com janelas temporais limitadas”, Nuno Rodrigues diz não perceber como é que as “ULS pedem um determinado número de vagas e é aberto um número inferior”.