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Pombal

Autarca de Meirinhas exige reposição urgente de energia

João Pimpão, que foi escuteiro e bombeiro, salientou que “a Proteção Civil começa antes”, na preparação, nos planos.

O presidente da junta de Meirinhas (Pombal), afetada pela depressão Kristin, exigiu hoje a reposição urgente da energia nas autarquias afetadas pelo mau tempo e meios para as freguesias serem a primeira linha da Proteção Civil.

Quando João Pimpão (PSD) submeteu ao Congresso da Associação Nacional de Freguesias (Anafre) a moção “Quando tudo falha, a freguesia não falha: modernizar a proteção civil local – Proteger as pessoas, Reforçar as freguesias, Capacitar os autarcas”, ainda não sabia que, dias depois, a sua freguesia seria atingida pela depressão Kristin, no concelho de Pombal, distrito de Coimbra, uma das zonas mais destruídas.

Hoje foi ao Congresso só para defender antecipadamente a sua moção (as restantes começarão a ser apresentadas hoje ao fim da tarde e noite), depois de quatro dias a limpar 140 quilómetros de estradas e quando as suas gentes sem água, luz e internet há mais de quatro dias, e teve a intervenção mais aplaudida do Congresso até agora.

“Aquilo rebentou tudo. Caiu tudo. Casas caíram. Aqueles postos de muita alta tensão tombaram-se todos no chão. Está tudo desgraçado. Parece que passou a guerra. A Câmara Municipal de Pombal trabalhou muito, mas só chegou à minha freguesia 14 horas depois. Naquelas 14 horas, quem é que foi a Proteção Civil? Foi o Presidente da Junta”, contou.

“Eu queria pedir uma salva de palmas para todos os autarcas de freguesia que, querendo estar aqui, não estão, porque estão a trabalhar”, disse recebendo a maior ovação dos participantes no congresso.

“Mas os meus colegas, que foram eleitos agora, os outros que estão lá e que nunca perceberam nada disto, de repente, três meses depois, têm a população toda sem ter água, sem ter acessos, sem ter nada. E eu pergunto-me, de que serve termos a Anafre? Eu sou 100% Anafre. Mas de que serve termos uma associação que não nos dá competências, que não nos capacita? Tem que existir um plano de formação na área da proteção civil para todos os presidentes da junta e todos os autarcas que quiserem fazer”, defendeu.

O autarca, que foi escuteiro e bombeiro, salientou que “a Proteção Civil começa antes”, na preparação, nos planos.

“Nós temos de ser capacitados para aquilo que é a nossa missão. E podemos ter muitas, mas quando o azar bate, bate a sério. Nós tivemos o [ciclone] Leslie, tivemos o apagão. O que é que aprendemos? Zero. Que formação tivemos? Zero. Daqui a quatro anos vamos estar cá na mesma? Por mim, não”, referiu.

A moção que João Pimpão apresentou defende a criação de um observatório de boas práticas da Proteção Civil dentro da Anafre, e um plano de formação para capacitar os autarcas de freguesia.

João Pimpão, visivelmente emocionado, pediu também aos órgãos de comunicação social que forçassem a E-Redes a pôr energia nos territórios da Marinha Grande, de Leiria, de Pombal, de todos, Sertã, Ansião, e outros concelhos onde ainda não há energia, e onde pequenos negócios foram já arruinados.

“Meus senhores, a E-Redes não pode ser um peso para a economia. A E-Redes tem de estar ao nosso lado. Não se admite que tenha concessão, um monopólio e não temos luz há quatro dias. Isto não é para monopólios. A E-Redes tem de atuar. Queremos geradores, queremos energia. […] Já é o quarto dia. Nós merecemos respeito. Nós merecemos ser da CEE [União Europeia]. Da CEE é os senhores das cidades como é o pessoal da província do campo”, concluiu.

Cerca de 1.300 delegados estão reunidos este fim de semana, em Portimão, no Congresso em que a Anafre discute as prioridades deste mandato e deve confirmar Francisco Branco de Brito (PSD) como o novo presidente da estrutura.


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