Os resultados das unidades Tryp by Wyndham, em Leiria, e Star Inn, em Peniche, constituem uma preocupação para o presidente executivo (CEO) da cadeia Hoti Hotéis, Miguel Proença, que, em termos globais, prevê crescer para 130 milhões de euros este ano, mais 7% em termos homólogos.
“Há uns anos começámos a ter problemas com Leiria, depois a região do Grande Porto começou a tornar-se problemática, sobretudo por causa do fortíssimo crescimento da oferta. A unidade de Peniche tem demonstrado dificuldades em conseguir voltar àquilo que eram os valores e dinamismo de há cerca de dez anos e agora Lisboa é a última preocupação”, afirmou na terça-feira, dia 6, Miguel Proença.
Na sua análise, Leiria “é um destino frágil e de posicionamento difícil, onde se sente muito a abertura de cada novo hotel e a oferta tem estado a aumentar, com impacto grande”.
Já Peniche “tem um problema grave de sazonalidade e, ao longo do tempo, afirmou-se através de um segmento de procura muito ligado ao surf”. “Mas, mesmo esse segmento necessita de ser acarinhado e efetivamente gostaríamos de contar com uma dinâmica diferente daquela que se verificou nos últimos anos, depois de um tempo em que, efetivamente, Peniche estava completamente posicionado no mapa”, explicou o CEO da cadeia Hoti Hotéis.
O grupo tem 21 hotéis em Portugal e um em Moçambique, estando a preparar a entrada em Luanda. Tem “à volta de 12 a 14 milhões de euros” previstos para remodelações e ampliações.
Antonio Veiga disse:
A culpa é da gestão hoteleira que deveria estudar o interesse dos portugueses dando oportunidade ao longo do ano com promoções para aliviar o esforço financeiro de alguns cidadãos que poderiam aproveitar certas épocas.